Projeto flexibiliza horário do comércio
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segunda-feira, 17 de março de 1997
Da Redação 
Os vereadores Célio Guergoletto (PMDB) e Orlando Soares Proença (PDT) protocolaram ontem, na Câmara de Vereadores, projeto de lei ampliando o horário de funcionamento do comércio nas zonas norte, sul, leste e oeste, dando permissão para os estabelecimentos abrirem nos finais de semana. Apesar de não haver uma previsão de quando o projeto começará a ser votado, o assunto já provoca polêmica. O sindicato do Comércio Varejista apóia idéia, mas a entidade que representa os empregados diz ser contra.
A idéia de flexibilizar o horário do comércio surgiu na semana passada, durante reunião realizada na Associação do Comércio e da Indústria da Região Norte (Acirenor). Eles discutiram a questão depois de alguns comerciantes daquela região serem autuados por fiscais da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) por estarem trabalhando no sábado à tarde.
Segundo projeto de lei, o comércio fora do centro de Londrina funcionaria das 8 às 18 horas de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas aos sábados e das 8 às 13 horas aos domingos. O horário fixado não é obrigatório, cabendo ao comerciante optar. A delimitação do perímetro que abrangerá as zonas norte, sul, leste e oeste deverá ser estabelecida por decreto da prefeitura que, ao seu critério, poderá ouvir as associações comerciais e industriais das respectivas regiões.
Em nota enviada à Folha, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval), Igarassu Landucci Louzada, diz apoiar a idéia por considerá-la justa e oportuna. Ele diz ainda que é a favor da iniciativa dos vereadores, mas que espera que o projeto de lei seja mais abrangente, contemplando todo o comércio varejista da Cidade.
O vereador Célio Guergoletto argumenta que o Centro não foi contemplado no projeto de lei por causa da discussão que existe entre os sindicatos patronal e dos empregados sobre o horário de funcionamento. Na sua opinião, o problema não será estendido aos comerciantes da periferia porque a maioria dos estabelecimentos é administrada por famílias.
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista, José Lima do Nascimento, afirma que esta informação é incorreta. Ele diz ter dados de que vários comerciantes da zona norte, por exemplo, empregram trabalhadores. Ele diz ser contra o projeto porque traria prejuízos à categoria, que não teria seus salários aumentados e não propiciaria aumento no número de empregos. Para discutir melhor o assunto, o sindicato está convocando uma assembléia para o próximo dia 26, às 19 horas, na sede da entidade, na rua Fernando de Noronha, 207 (área central). O sindicato representa cerca de cinco mil trabalhadores na Cidade.


