Projeto faz alunos compararem extremos ambientais
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Alunos da 8 série da Escola Estadual do Jardim São Francisco (zona oeste) conheceram, ontem, bem de perto dois extremos de Londrina: o ambiente inóspito e pouco convidativo do aterro sanitário e a tranquilidade e o verde do Parque Arthur Thomas. A disparidade dos locais não foi ao acaso e objetivava provocar a reflexão dos jovens para a questão ambiental.
Antes mesmo da comparação, a reação dos alunos ao ver as montanhas de lixo e ouvir uma pequena palestra de um técnico da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) mostrou que o objetivo foi mais que cumprido. ''Para mim era só colocar o lixo, amassar e pronto. Agora vi que é bem mais complicado que isso'', espantou-se o estudante Diego Rossanezi Sanches, 14 anos.
Diego e boa parte da turma ficaram particularmente espantados com o chorume (líquido resultante da decomposição do material orgânico). ''Não sabia que tinha essa água e é estranho porque a gente acaba bebendo ele depois'', comentou a estudante Grazielle Silva Barbieri, 14 anos, sobre a reciclagem do material e o ciclo das águas.
Já o colega Célio Henrique Rosa, 15 anos, chamou atenção para o passado do aterro. ''Pelo jeito que falaram tinha muita irregularidade aqui, o chorume ia direto para o rio, mas parece que agora as coisas melhoraram'', opinou o estudante, que promete redobrar esforços na separação do lixo reciclável para diminuir o volume do sanitário.
As visitas fazem parte de um projeto nacional promovido pela White Martins, produtora de gases industriais com uma unidade na zona oeste da cidade. A escola foi selecionada por ser a mais próxima da indústria. Cerca de 10 instituições públicas de ensino participaram do projeto em todo País.
O supervisor da White Martins em Londrina, João Augusto Rossi Lakoski, explicou essa é a primeira edição do projeto, implantado há 11 anos em oito indústrias e aberto a todas as unidades do País em 2003. ''Somos uma indústria química que depende do meio ambiente para retirada de matéria-prima. Nossa idéia era mostrar um ambiente degradado e outro preservado para que eles comparassem e desenvolvessem uma consciência ambiental.''
Do aterro, os alunos seguiram até o Arthur Thomas (zona sul) onde tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais da fauna e flora. Eles também puderam ver de perto alguns problemas do local. Macacos do parque, por exemplo, foram flagrados no meio do lixo deixado pelos visitantes.
A última etapa da visita, que incluiu ainda a empresa, foi em sala de aula com um concurso de redações sobre a visita. O incentivo é uma bicicleta, que será dada ao melhor trabalho, que também concorre em nível nacional.


