Projeto estuda formas para evitar o aquecimento global
James Alberti
De Curitiba
O governo do Paraná e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), uma Organização Não-Governamental, assinaram ontem um protocolo de intenções de cooperação ténica para o desenvolvimento de um projeto que pretende estudar formas de diminuir o aquecimento da terra pelo efeito estufa. O estudo terá investimento de R$ 5,4 milhões em 40 anos e é patrocinado pela empresa norte-americana Central and South West Corporation (CSW). O projeto tem também o apoio da The Nature Conservany (TNC), outra empresa dos Estados Unidos.
Chamado de Ação Contra o Aquecimento Global, o projeto será desenvolvido em 7 mil hectares de Mata Atlântica, em Guaraqueçaba, Litoral do Estado. A área, que pertencia a um fazendeiro, foi desmatada para a criação de búfalo e será recuperada. Pelo local, a SPVS pagará cerca de R$ 1,4 milhão. O terreno passará a ser considerado Reserva Particular do Patrimônio Nacional.
Entre as razões para a CSW investir no Brasil, segundo o diretor da empresa, Jay Pruett, estão a possibilidade de obtenção de créditos pela captura de carbono, a oportunidade de proteger e recuperar a Mata Atlântica brasileira e a chance do projeto se tornar modelo para outras iniciativas semelhantes.
O diretor executivo da SPVS, Clóvis Borges, acredita que o estudo deve oferecer subsídios técnicos para cientistas e ao governo estadual na avaliação de futuros projetos de combate à emissão de gases que afetam a camada de ozônio e aumentam o chamado efeito estufa.
Segundo Borges, uma floresta absorve carbono quando está em crescimento. Ao ser destruída, o carbono vai para a atmosfera, aumentando o efeito estufa. Ele acredita que, com a recuperação da mata, possa ocorrer o inverso. O crescimento das plantas serviria para retirar o carbono da atmosfera, provocando, inclusive, mudança climática.





