Há um ano, os alunos do Centro de Atendimento Integral à Criança (Caic) Dolly Jess Torresin, na Zona Sul de Londrina, participam do projeto do horto medicinal, que conta com mais de 30 espécies de plantas medicinais e aromáticas. Durante as oficinas, os alunos aprendem a preparar alimentos e até peças artesanais com as plantas.
Com o objetivo que mais escolas adotem esta prática, foi realizado ontem, no Parque Ney Braga, o 6º Seminário Educação e as Plantas Medicinais. Cerca de 50 professores da rede pública municipal participaram do evento, realizado pela Seab/Emater, e que faz parte da programação da Exposição Agrícola e Industrial de Londrina.
A coordenadora técnica do seminário, Maria Regina da Costa Sperandio, explicou que o projeto começou no ano passado e tem como principal objetivo incentivar estudantes da rede pública a utilizar corretamente e cultivar as plantas medicinais na escola, além de conhecer e repassar as informações para seus familiares. O projeto, que é uma parceria com a Autarquia Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação, Agricultura, Iapar e Emater, já está sendo realizado em quatro escolas de Londrina e deve ser ampliado nos próximos meses.
No Caic, a proposta da coordenação é de ampliar o projeto para as famílias dos estudantes. A coordenadora das oficinas no Caic, Maria Cristina da Rocha, explica que entre alguns dos trabalhos confeccionados pelos alunos, estão almofadas, sachês, objetos decorativos e utensílios domésticos para cozinha. ''A citronela por exemplo, é uma planta que serve como um repelente natural para o mosquito da dengue. Se uma criança dormir com um travesseirinho desses, vai repelir o mosquito de perto dela. Ensinamos a preparar saladas e chás, todos com a utilização das plantas que temos aqui na escola. Mês que vem, pretendemos empacotar as ervas para que as crianças possam também levar para suas casas'', finalizou.

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