Projeto estadual já prevê desativação de estações
Projeto estadual já prevê
desativação de estações
Existe um projeto estadual para desativação da maioria das estações de tratamento de esgoto de Curitiba que estão próximas a áreas de mananciais. Ele será financiado pelo programa Paranasan. Ainda não sabemos quantas estações serão substituídas porque isso depende do projeto de ampliação da rede coletora, explicou ontem Vanessa Galperin, bioquímica da Unidade de Serviço de Operação de Esgoto de Curitiba e Região Metropolitana. As futuras unidades de tratamento de esgoto seguirão as normas determinadas pela legislação vigente.
A Sanepar também está licitando a prestação de serviços em tratamento e destinação final do lodo de esgoto para a agricultura. Dez empresas se interessaram pelo serviço. Os envelopes serão abertos no próximo dia 15. A empresa que apresentar a melhor oferta poderá fazer a higienização e transporte de até 12 mil toneladas de lodo da Estação Belém por ano.
Desde 1997 a Sanepar vem testando formas de tratamento para destinação final do material. O lodo produzido em Curitiba não apresenta metais pesados, o que favorece sua utilização como fertilizante agrícola. O tratamento é feito com a adição de cal virgem na proporção de 50% do volume dos dejetos. A cal provoca uma elevação do pH e da temperatura da massa, o que combate os patógenos que podem causar danos ao meio ambiente.
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater) aprovou a utilização do lodo de esgoto como fertilizante na Região Metropolitana de Curitiba. A partir de 2000 o projeto de terceirização da higienização e transporte do lodo deve ser ampliado para os municípios de Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu. (E.C.)





