Juliana Caroline Lopes, de 16 anos, vai realizar um sonho. No dia 30 deste mês ela viaja para os Estados Unidos, onde fará um curso de Inglês de dois meses, na Universidade Juniata College, em Huntingdon, na Pensilvânia. Depois, fará um passeio na Disneyworld, de 10 dias. A viagem seria impossível com a renda mensal da família, cerca de R$ 600 mensais - o pai dela é eletricista e a mãe, cabeleireira. Juliana é um dos 200 estudantes que participam do projeto Bom Aluno e está entre os seis primeiros aprovados no TOEFL, teste de proficiência na língua inglesa.
O projeto Bom Aluno, lançado em 1994 pelos empresários Francisco Simeão Rodrigues Neto e Luiz Nonacin Filho, oferece oportunidades de estudo aos bons alunos, de famílias de menor renda. Os participantes recebem material escolar, transporte, cursos de inglês, computação e outros profissionalizantes.
Após a conclusão do curso de Inglês de cinco anos, no Brasil, os estudantes têm oportunidade de estágio de 60 dias em países de língua inglesa. Aqueles que se destacarem e conseguirem vagas em cursos de pós-graduação no Exterior terão do projeto os recursos necessários para estudar nas melhores universidades do mundo. Os dois empresários gastam cerca de R$ 600 mil por ano para manter o projeto, sem a ajuda de outras empresas ou instituições.
As crianças, de escolas públicas, são selecionadas a partir da 5ª série. ‘‘O projeto exige no mínimo nota 7 em todas as disciplinas durante a vida escolar, condição para manter-se no Bom Aluno’’, disse Zânia Diório Mendes, coordenadora do projeto.
Juliana Caroline Lopes ingressou no Bom Aluno em 1994, quando cursava a 6ª série. Passou a estudar em escola particular quando iniciou o 2º grau. Os estudos e o curso de Inglês que frequenta há cinco anos são financiados pelo projeto. ‘‘Mesmo gostando de estudar e me dedicando muito a essa atividade, eu sei que não teria essas oportunidades se não participasse do Bom Aluno’’, disse Juliana.Kraw PenasMesmo estudando muito, Juliana nunca teria esta oportunidadeAndrea Vendramini

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