A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) inaugurou ontem em Tamarana (62 km ao sul de Londrina) uma Vila Rural com 38 residências de 50 metros quadrados em terrenos de 5 mil metros quadrados. Segundo o diretor de projetos da Cohapar, Lóris Carlos Guesse, cada unidade custou em média R$ 6 mil reais, sem levar em conta as despesas com água e luz. O empreendimento fica a seis quilometros da cidade em uma área de 12 alqueires, comprada pela prefeitura por R$ 96 mil.
A Vila Rural leva o nome de Agostinho Teixeira Sobrinho, um pioneiro de Tamarana falecido no ano passado. Sobrinho foi um dos defensores da emancipação do município, que deixou de ser distrito de Londrina em 13 de dezembro de 95. As famílias beneficiadas estão morando no local há dois meses e até agora construíram pequenas hortas nos terrenos. Segundo o prefeito de Tamarana, Edson Siena, (PTB), os moradores terão apoio da Emater para um melhor aproveitamento da pequena área.
De acordo com Lóris Guesse, as famílias da Vila Rural poderão pagar os imóveis em 25 anos e a prestação inicial é de R$ 19. A correção da parcela obedecerá a variação do salário mínimo, mais 2% de juros ao ano. Guesse disse ainda que a Cohapar construiu 255 Vilas Rurais e 125 estão em obras, além de 37 projetos para serem executados. ‘‘Devemos chegar a 17 mil famílias’’, afirmou.
Em Tamarana as famílias atendidas estavam vivendo de aluguel ou morando com parentes. Benedita Lili dos Santos, 88 anos, disse que a família estava pagando aluguel de R$ 50 em Tamarana. Ela mudou para a Vila Rural depois que o genro, o ensacador Mauro da Silva, 38 anos, foi contemplado com o projeto. Além do casal e de dona Benedita, vão morar na casa os três filhos de Mauro, seu genro e o neto de dois anos. Apesar da distância da cidade, Benedita dos Santos acredita que a vida vai melhorar e já iniciou a construção de uma horta.
Segundo o prefeito Edson Siena, Tamarana ainda precisa de pelo menos mais 150 moradias. Ontem a prefeitura também assinou um convênio com a Sanepar para a extensão da rede de água à Comunidade Horta, um dos locais mais carentes do município. A comunidade tem aproximadamente 160 famílias que vivem sem luz elétrica e bebem água de poços, cavados pelos próprios moradores.
O operário Isaías dos Santos, 32 anos, que mora em uma pequena casa em alvenaria com a mulher e a fiha de dois anos, busca água de um poço há cem metros de sua residência. A Sanepar informou que o investimento inicial na Comunidade Horta será de R$ 87 mil.

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