Projeto em Maringá transforma doações de tecidos em vestidos para crianças
Dita Vestidos está comemorando um ano de atividades; voluntárias se reúnem a cada dois meses para a produção
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de julho de 2019
Dita Vestidos está comemorando um ano de atividades; voluntárias se reúnem a cada dois meses para a produção
Micaela Orikasa - Grupo Folha 

Voluntárias já confeccionaram 700 vestidos, a grande maioria entregue a projetos e entidades que envolvem meninas em situação de vulnerabilidade
Uma máquina de costura, um pedaço de tecido e um sonho em forma de vestido. Foi assim que a história da dona de casa Janete Pupim cruzou com a de centenas de crianças carentes, dentro e fora do Brasil. Em junho de 2018, após ganhar uma máquina de costura de presente, ela decidiu aprender a costurar guardanapos de mesa. “A intenção era gerar uma renda extra, mas acabou se transformando em um sonho. Tudo foi se desenrolando naturalmente e agora estamos comemorando um ano do Dita Vestidos”, comenta.
Pupim mora em Maringá (Noroeste) e conta com a ajuda da costureira Benedita Barreiro Costa, de 75 anos. Aliás, Benedita tem uma participação muito especial neste trabalho social. Ela que ensinou Pupim a costurar, a manusear a máquina e até emprestou o nome “Dita” para o projeto. Em uma das aulas, Pupim lembrou de uma reportagem veiculada anos atrás sobre uma senhora que fazia vestidos e os doava para crianças. “Pensei: se dou conta de fazer guardanapo, dou conta de fazer vestidos. Fiz o primeiro, pendurei-o em um cabine e fiquei admirando, apaixonada”, lembra.
A partir daí, já se foram 700 vestidos, sendo 500 já entregues para projetos e entidades que envolvem meninas em situação de vulnerabilidade e os demais 200 estão prontos para serem distribuídos no próximo semestre, após o inverno. Os vestidos têm todos os mesmo modelo – fronha – que tem a alça regulável. “Assim ele veste desde um menina mais baixa quanto uma mais alta porque é possível regular o tamanho”, explica.
De contato em contato, o Dita Vestidos fez uma entrega em um orfanato na Índia e também na África. Além disso, vestiu centenas de meninas no Ceará, na Bahia e claro, no Paraná. “Tudo vai na bagagem de quem vai para o destino. Assim como as doações de tecidos chegam de várias pessoas, os pedidos de doações também acontecem de boca em boca”, diz Pupim, que está cercada de uma rede de voluntárias.
Atualmente, o projeto conta com cerca de 20 mulheres, sendo dez para a costura. Elas se reúnem a cada dois meses na casa de uma delas e dessa forma vão aumentando a produção. Para celebrar o Dita Vestidos, Pupim organizou um jantar comemorativo recentemente e espera, futuramente, poder transformar o projeto em uma ONG com um espaço físico próprio e muitos, muitos mais vestidos.

A costureira Benedita Barreiro Costa e Janete Pupim: parceria que deu certo
“A ideia inicial era confeccionar cem vestidos no primeiro ano e com a ajuda de muita gente conseguimos fazer 700. Ninguém ganhou dinheiro, mas fizemos amizades, recebemos ajuda, temos satisfação pessoal e o mais importante, temos o sorriso das crianças”, conclui.
SERVIÇO - Quem tiver tecidos e aviamentos para doar ou quiser mais informações sobre o Dita Vestidos deve entrar em contato pelo fone (44) 99771-3135


