Projeto eleva aposentadoria e provoca críticas
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sexta-feira, 29 de junho de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
A aprovação do projeto de lei que aumentou o valor da aposentadoria de 240 professores municipais de Londrina evidenciou um racha na direção da Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais (Caapsml). Os membros do Conselho Administrativo criticaram a presidência do órgão por não terem sido consultados. Não somos contra o projeto, apenas queríamos estudá-lo para emitir um parecer e cumprir com o nosso dever, disse Edson Antonio de Souza, ao citar o artigo 75 do estatuto da Caapsml.
A intenção do Conselho era retirar o projeto de discussão ontem, mas a pressão dos professores no plenário da Câmara foi mais forte. Nosso receio é que não haja dinheiro para pagar os inativos e que os ativos sejam prejudicados, acrescentou Souza. Para a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Marlene Valadão, não vai haver falta de dinheiro porque os professores sempre contribuíram com a Previdência. A mudança de função implicou no aumento da jornada, mas isso foi taxado durante todos os anos. Não acredito que o impacto financeiro na Caapsml será tão grande - alegou.
O presidente da Caapsml, Gláudio Renato de Lima, disse que o objetivo do projeto do Executivo era evitar que essa discriminação com os professores aumentasse a dívida da Caixa no futuro. Segundo ele, todo servidor público com 10 anos de registro e cinco anos no último cargo tem direito à aposentadoria integral com base no salário mais recente. Quanto ao descontentamento do Conselho, Gláudio de Lima argumentou que o grupo ainda não existia na época da elaboração do projeto. Isso foi em janeiro passado, mas o projeto só chegou à Câmara este mês.
Esperamos a tramitação da reforma administrativa, que gerou muita discussão. Nesse período poderíamos ter consultado o Conselho, mas não achamos necessário, afirmou Lima.


