O projeto Não Violência foi inspirado em experiências européias. No entanto, a preocupação nas escolas estrangeiras era combater a discriminação racial, a principal causadora de distúrbios. Ao ser introduzido em Curitiba, o perfil do projeto teve que ser adaptado para abordar temas como a pobreza, drogas e gangues, duras realidades enfrentadas pelos estudantes das escolas públicas.
As causas do comportamento violento são analisadas nos debates promovidos pelos alunos. Eles são orientados a reagir moderadamente em situações de agressividade. Em vez de responder com mais violência, os estudantes recebem recomendações para atuar como mediadores nesses conflitos. Os pais não ficam de fora e são convidados a expressar suas opiniões por meio das reuniões regulares de avaliação dos alunos.
O projeto tenta cativar os alunos até pelo símbolo que o representa. Trata-se de um revólver com um nó no próprio cano. Ele foi criado pelo artista sueco Carl Frederick Reutersward. Desde 1988, uma escultura em bronze da inusitada arma está exposta na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) como a marca de um movimento mundial pela não violência. (D.V.)

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