O sistema de auto-atendimento nos postos de combustíveis, o chamado ‘‘self service’’, pode ser proibido em Maringá. Hoje apenas dois postos têm bombas onde o próprio cliente se serve. Mesmo com preços até 5% menores, poucos consumidores se sentem atraídos pelo serviço. Um projeto de lei, de autoria do vereador José Maria dos Santos (PSB), já está tramitando na Câmara e, se aprovado e sancionado, vai acabar com o self service.
O vereador justifica que o sistema dispensa a presença do frentista e pode causar mais desemprego. ‘‘Somos contra, porque o mercado de trabalho já não está bom em nenhum setor.’’
O Sindicato dos Frentistas do Paraná promete dar todo apoio ao projeto, mas defende uma legislação federal para garantir a manutenção dos empregos nos postos de combustíveis. O presidente da entidade, Renato Bartnack, disse à Folha que projetos semelhantes foram aprovados em Curitiba e Londrina. Nas duas cidades a lei garantia a instalação de apenas 1/3 das bombas pelo sistema de auto-atendimento. ‘‘Mesmo assim as distribuidoras estão conseguindo liminar na Justiça para ampliar o número de bombas tipo self service’’, lamentou Bertnack.
A preocupação do sindicato, segundo ele, não se restringe à garantia de emprego aos frentistas. ‘‘Queremos defender toda população porque no Brasil o self service nos postos é um risco’’, afirmou. Ele explicou que em alguns outros países, onde o auto-atendimento é normal, as bombas são desenvolvidas para evitar acidentes.
‘‘Aqui as companhias querem que o consumidor opere um equipamento comum, que não oferece nenhuma segurança para o leigo.’’ O sindicalista diz que em caso de acidente, além do risco para as pessoas existe a questão ambiental. ‘‘Por isso queremos uma lei federal, que garanta os empregos e a segurança nos postos que trabalham com o sistema.’’

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