O protesto de professores de educação física de todo o País já tomou corpo no Congresso Nacional. Eles reclamam que perderam aulas por causa de uma resolução da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que regulamenta novas grades horárias para as escolas e torna facultativa a aplicação de aulas de educação física no período noturno. No final do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que impede os cortes e a redução de carga horária da disciplina de educação física nas escolas. O projeto, de autoria do deputado federal Florisvaldo Fier (PT-PR), o Dr. Rosinha, será encaminhado este mês para o Senado e deverá ser votado até o final do ano.
A proposta do deputado paranaense estabelece que a educação física é um componente curricular obrigatório da educação básica, independente do turno de funcionamento da escola e que sua prática é facultativa ao aluno que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas, que tenha mais de 30 anos de idade, que estiver prestando o serviço militar inicial ou que estiver fazendo curso de pós-graduação. ‘‘Tem que ser facultativo para o aluno e não para as escolas. Inclusive para os alunos que estudem no horário noturno’’, afirmou Dr. Rosinha.
No Paraná, a situação é considerada crítica pelos professores de educação física, que estão programando uma série de protestos para os próximos dias. O primeiro será no dia 21, quando os professores prometem levar um abacaxi em frente a Secretaria de Estado de Educação. Eles dizem que a resolução 247/2001 extinguiu 90% das aulas noturnas de educação física nas escolas estaduais e que muitos professores chegaram a diminuir em 70% seus rendimentos mensais.
‘‘Em muitos Estados vem ocorrendo redução drástica das aulas noturnas. O Paraná é um bom exemplo disso. Os governos querem cortar gastos e acabam discriminando os alunos de cursos noturnos, que ficam privados de uma atividade importante na formação que é educação física’’, salientou Rosinha.
O deputado acredita que não terá grandes dificuldades para aprovar a medida. ‘‘Os professores estão revoltados e a ajuda deles é fundamental para que possamos aprovar a medida o mais rápido possível no Senado’’, destacou.

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