Projeto do Lago Igapó é contestado
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Chiara Papali<BR>De Londrina 
Ambientalistas, canoístas e usuários do Igapó 1 e 2, em Londrina, defendem sua unificação, como era há cerca de 25 anos, quando não existia barreira entre os dois lagos. Ontem, o ambientalista João Batista Moreira Souza, presidente da ONG Patrulha das Águas, defendeu na Câmara que a prefeitura não reconstrua a barragem do Igapó 2, desfeita no início do ano por causa de rachadura no vertedouro embaixo da ponte da Avenida Higienópolis. ''Estamos tentando chamar a atenção da sociedade, através dos vereadores, para um projeto que pode ser muito melhor para Londrina'', disse.
De acordo com o ambientalista, a reconstrução da barragem, prevista agora para ficar dentro da área do Igapó 2 e não embaixo da ponte, poderá encobrir um desassoreamento apenas parcial feito pela prefeitura. ''A construção da barragem é desnecessária e esse dinheiro poderia ser usado na dragagem do lago, o que realmente iria causar o desassoreamento. Se a prefeitura tornar a construir a barragem, a água vai voltar a cobrir a lama. Tem que se pensar em fazer um projeto para 20, 30 anos, e não para daqui a dois, três anos ter que limpar o lago de novo'', salientou. Ele explicou que como o nível dos dois lagos tem uma diferença de cerca de dois metros, o Igapó 2 teria que ser aprofundado em cerca de 2,5 metros, para que o projeto de um único lago seja viável.
Entre os benefícios de um lago só, Batista citou o desassoreamento, o crescimento de atividades esportivas e de lazer - com um espaço maior para a prática de canoagem, tráfego de lanchas e jet skis, além da implantação de pedalinhos. Os peixes também seriam beneficiados com um lago mais limpo e sem barreiras, já que, segundo o ambientalista, algumas espécies não conseguem subir as ''escadas'' do vertedouro.
Esportistas como o canoísta olímpico Sebastian Cuattrin, 29 anos, também defende a unificação do lago. ''Teríamos mais espaço para treinar, com o lago num nível só, e outras pessoas poderiam aproveitar o espaço'', disse. ''O assoreamento com certeza seria menor com a unificação dos lagos'', concordou o empresário José Luiz de Souza, de 42 anos, que já foi diretor náutico do Iate Clube há cerca de seis anos.


