Uma pesquisa iniciada em 2006 por biólogos e pesquisadores da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE) descobriu 18 espécies de animais em situação de vulnerabilidade que ainda sobrevivem no Parque Arthur Thomas e áreas anexas. O gato-mourisco, gato do mato e a lontra estão entre os animais identificados. O estudo revela que as espécies precisam de uma área maior para viver e para permanecer em segurança. Por isso, a ONG pretende fazer o plantio de 500 mil mudas de árvores ao longo de córregos que ligam o Parque Arthur Thomas, passam pelo Parque Ecológico Dasaku Ikeda e chegam ao Rio Tibagi, manancial que abastece Londrina.
O projeto chamado Corredor Ecológico começa com o plantio de 2,5 mil mudas em uma área de um hectare e tem prazo de cinco a dez anos para atingir a meta. O plantio vai depender das parcerias dos colaboradores, responsáveis pela compra das mudas, que custam em média R$ 5,50 a unidade. Entre os parceiros estão a Associação de Mulheres de Negócios (ABPW), Viveiro Flora Londrina, que vai garantir a qualidade das mudas e a manutenção das planta até a idade adulta, e a Unimed, que já se comprometeu a plantar 800 mudas em córregos da região.
A intenção dos integrantes da ONG é fazer a ligação entre os principais pontos onde existe mata, para que os animais possam transitar entre uma área verde e outra. Serão 30 km de áreas verdes que farão a ligação ehtre os parques. ''Essas áreas anexas são fundamentais para a sobrevivência desses animais que hoje correm o risco de viver confinados nesses locais ou arriscando a vida quando vão de uma área para outra'', afirma o biólogo Marcelo Panachão, coordenador do projeto e presidente da ONG MAE.
A maior preocupação é que esses animais sejam mortos, vítimas de caçadores ou mesmo de atropelamentos, já que o Parque Arthur Thomas é cercado por área urbana, que não permite a segurança do trajeto dos animais de uma área verde para outra.
O projeto, conhecido como Na Pegada do Parque, teve início com equipes de biólogos que fizeram armadilhas para atrair os animais. O símbolo do projeto é a pegada de um guaxinim ou mão-pelada (Procyon cancrivorus), registrada durante os estudos. Entre as metodologias utilizadas estão o sensor infra-vermelho chamado de armadilhamento fotográfico, sensores visuais e o parcelo de areia, que identifica as pegadas dos animais.
A área avaliada do parque (85 hectares de floresta de Mata Atlântica) foi extensiva até 10 Km ao redor do Parque. No local, os biólogos identificaram ainda a presença do leopardus pardalis, espécie felina sem identificação que pode indicar a presença de jaguatirica na área, e a paca, animal herbívoro de hábitos noturnos, procurado pelos caçadores por causa da carne. ''São todas espécies que estão na lista vermelha de animais ameaçados de extinção no Paraná'', explica o biólogo Marcelo Arasaki, membro da MAE.
A ONG busca novos parceiros (pessoas físicas) que podem optar pelo Programa de Contribuição Voluntária (PCV) e direcionar a quantia em dinheiro para custear ações do projeto Na Pegada do Parque. O projeto já tem parceria com a Promotoria do Meio Ambiente e Secretaria Municipal do Ambiente (Sema).

Serviço - Mais informações pelo fone (43) 3337-3200 ou no site www.ongmae.org.br

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