Nem mesmo a presença e as explicações dos secretários Luiz César Guedes, da Fazenda, e Samir Curi, da Agricultura, convenceram parte dos vereadores sobre a necessidade de aprovação do projeto de lei do Executivo para instalação, em Londrina, do programa estadual Vilas Rurais. O projeto, que acabou sendo retirado de pauta por uma sessão, solicita autorização para a Prefeitura financiar R$ 1,6 milhão destinados à compra de terrenos.
As dúvidas, sobretudo da bancada de oposição ao prefeito Antonio Belinati (PDT), não eram sobre o benefício que o programa vai trazer mas, sim, sobre o texto do projeto. Uma delas referia-se à capacidade de endividamento do município, que poderia ficar comprometida com o empréstimo. O valor previsto no projeto - R$ 1,6 milhão - também foi considerado exagerado.
Guedes lembrou que, do total empregado nas Vilas Rurais, o Estado entraria com 25% a fundo perdido e a Prefeitura com 75%. Este último valor, ele apontou, seria pago pelas próprias famílias beneficiadas - cerca de 440, segundo levantamento preliminar - e não pela Prefeitura. Já Samir Curi lembrou que, caso a Prefeitura consiga implantar o projeto com menos de R$ 1,6 milhão, o valor tomado junto ao Banestado também será menor. Ou seja, o valor pleiteado estaria dentro de uma ‘‘margem de segurança’’.
Salvador Francisco (PSDB) propôs duas emendas ao projeto: uma diminuindo o valor de R$ 1,6 para R$ 1 milhão e outra estipulando que a área comprada não fique a menos de três quilômetros de distritos ou povoados de Londrina. Mas as emendas irritaram o líder do prefeito na Câmara, Renato Araújo (PPB). ‘‘A primeira emenda ou é brincadeira ou é teste de fogo, briga de braço’’, disse, garantindo que, com as emendas, não interessava a aprovação do projeto. Salvador pediu aparte e lembrou que as emendas estavam respaldadas por nove vereadores.
Depois de muita discussão, Célio Guergoletto (PMDB) pediu para que o projeto fosse retirado de pauta e que, na próxima sessão, quinta-feira, Guedes e Curi voltem à Câmara para novas explicações. O objetivo é aprovar um texto que não desagrade as duas bancadas.

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