Projeto de terminal se arrasta há nove anos
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
O Terminal de Transporte Coletivo da Zona Oeste de Londrina está previsto desde 2004 como uma das obras de contrapartida da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) pela renovação do contrato de concessão do serviço. Vários empecilhos impediram a entrega do terminal, que agora está prevista para setembro.
Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o novo terminal, que está sendo erguido na Avenida Leste-Oeste, atenderia 20 mil usuários diariamente. Pelo local passariam 15 linhas. O espaço abrangeria uma região que vai desde o Jardim Leonor até a Universidade Estadual de Londrina (UEL), encurtando o tempo das viagens e facilitando os deslocamentos entre as regiões oeste, norte e sul.
Em 19 de janeiro de 2004 foi assinado o novo contrato de concessão do serviço de transporte coletivo em Londrina válido por 15 anos. Por se tratar de uma "concessão onerosa", as empresas vencedoras da licitação são obrigadas a dar um contrapartida ao município.
Neste caso, o contrato exigia o serviço de bilhetagem eletrônica nos ônibus, a colocação de uma escada rolante e de um elevador no Terminal Central, a instalação de 640 pontos de ônibus e a construção da unidade da zona oeste. Todas as exigências foram cumpridas, com exceção do terminal.
De acordo com a CMTU, em 2004 não havia um estudo de viabilidade que indicava a necessidade de demanda pela obra e também o terreno apresentado à época não era adequado ao serviço. Em 2006, o estudo foi concluído e comprovou que havia demanda para um terminal na região. O projeto arquitetônico foi aprovado apenas em 2009 e a ordem de serviço expedida em 2010.
Porém, a execução da obra foi iniciada apenas em janeiro de 2012 com prazo de um ano para ser entregue. Diante de mais um atraso, o novo cronograma indica que o terminal será entregue ao município em setembro. "A empresa foi notificada duas vezes pelo atraso. Este ano expedimos uma multa. A empresa apresentou a sua defesa e um novo cronograma da obra. Ainda estamos definindo o valor da infração e se o novo prazo não for cumprido, a empresa será notificada novamente", garantiu o assessor técnico da CMTU, Wilson de Jesus.
Para a conclusão da obras faltam os serviços de acabamento, colocação do piso e a finalização das duas vias da plataforma por onde vão trafegar os ônibus. O novo terminal terá uma área construída de 1.393 m² e dois pavimentos. O térreo será o setor de circulação e no segundo andar funcionará a parte administrativa. O terminal terá ainda banheiros e um fraldário. "Pelo ritmo atual da obra é possível terminar dentro do novo prazo estipulado", apontou o assessor.
A CMTU entende que o local escolhido para o terminal é estratégico para uma futura integração do transporte metropolitano. "Já temos estudos concluídos que mostram as demandas daquela região. Estes números serão atualizados e o objetivo é assim que a obra for entregue, o terminal comece a atender a população. Esta obra vai trazer uma melhora considerável no serviço, além de diminuir os percursos e o tempo das viagens", ressaltou Wilson de Jesus.
A reportagem da FOLHA entrou em contato com a TCGL, que por meio da assessoria informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.


