A Fundação Abrinq e o Instituto Ayrton Senna estão em busca de dentistas para participar do Projeto ‘‘Adotei um Sorriso’’ em todo Brasil. Em quatro anos de trabalho, conseguiram cadastrar 2.200 voluntários, mas esse número ainda é pequeno diante da quantidade de crianças carentes sem acesso a tratamento odontológico.
O objetivo do projeto é oferecer o serviço gratuitamente a crianças e adolescentes vinculadas a entidades sociais. Mas, para isso, é preciso haver comprometimento dos profissionais, entidades e pais. ‘‘Além de ajudar a garantir o direito constitucional, o voluntário colabora no desenvolvimento da auto-estima da criança, da dignidade e do sentimento de cidadania’’, explicou a dentista Cristiana Castello Branco Nascimento, coordenadora do projeto na região de Londrina.
Na cidade, são 80 profissionais voluntários. Cada um deles atende apenas uma criança e se responsabiliza pelo seu tratamento preventivo, educativo e curativo até os 18 anos de idade sem ônus algum para a família ou entidade a que ela pertença. Duas creches estão cadastradas no projeto: a Imaculada Conceição, do Jardim União da Vitória, e a Dom Geraldo Fernandes, do Jardim Petrópolis. Juntas elas atendem 300 crianças de 0 a 6 anos e já possuem uma lista de espera de aproximadamente 150 interessados. ‘‘São filhos de famílias que sobrevivem com um ou dois salários mínimos e que não tem condições de pagar um tratamento odontológico’’, disse a irmã Maria Aparecida Pimentel, coordenadora da creche Dom Geraldo.
Para a professora Neuza Aparecida da Silva, a longa fila de espera e a falta de tempo são os maiores obstáculos que os pais enfrentam no serviço oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, o reflexo do projeto nas crianças é impressionante. ‘‘Elas passam a sorrir sem vergonha, se tornam mais desinibidas, aprendem mais e servem de exemplo para os colegas’’, afirmou Neuza.
De acordo com Cristiana, uma das justificativas apresentadas pelos profissionais que não aderem ao voluntariado é a falta da especialidade. ‘‘Eles temem iniciar o trabalho e não poder concluir. Mas o voluntário pode requisitar a ajuda de outro dentista cadastrado para atender seu paciente’’.
Uma das recompensas pelo trabalho é a identificação do voluntário através do selo Adotei um Sorriso que pode ser usado em receituários e material de divulgação da clínica. Mas, para Cristiana, a maior vantagem é a possibilidade de se tornar um agente social dentro da comunidade com força para melhorar a vida de muitas pessoas.
Para obter mais informações e/ou aderir ao projeto basta ligar para os telefones: (043) 324-6873 ou (011) 853-4911 ou ainda enviar um e-mail para adoteiumsorriso @fundabrinq.org.br. No site www.fundabrinq.org.br estão relacionados todos os projetos e campanhas em desenvolvimento pela fundação. Atualmente, vem testando o trabalho voluntário também de advogados, arquitetos, enfermeiros, fonoaudiólogos, pediatras, nutricionistas e psicólogos interessados no bem-estar das crianças em São Paulo.

mockup