O projeto de reciclagem de lixo hospitalar da Irmandade Santa Casa de Londrina, implantado há seis meses, conseguiu reduzir em quase 70% o volume de lixo infectante coletado nos Hospitais Infantil, Mater Dei e Santa Casa. O projeto, chamado de LixoR, foi desenvolvido em parceria com a Autarquia do Meio Ambiente (AMA).
Os três hospitais acumulam 33 toneladas de lixo por mês. Desse total, antes do projeto, 45% era lixo hospitalar, o equivalente a 14,85 toneladas. Agora com o LixoR, o resíduo hospitalar acumulado caiu para 4,59 toneladas, o que representa apenas 10,7% do total de lixo.
No total, os três hospitais deixaram de produzir 61,56% de lixo infectante em seis meses, reduzindo os riscos de contaminação à saúde. Com a coleta seletiva, também deixou-se de enviar para o lixão da cidade mais de seis toneladas de lixo ao mês, o equivalente a 19% de todo o lixo produzido pelos hospitais.
Antes do projeto de reciclagem todo o lixo, com exceção do orgânico, era classificado como hospitalar. Isso porque o lixo hospitalar se misturava com resíduos não infectantes, como as embalagens de produtos. Com o LixoR, a Santa Casa começou a separar três tipos de lixo: orgânico, hospitalar e o reciclável.
Funcionários da AMA são responsáveis pela coleta e comercialização do lixo reciclável. Cada quilo de material é vendido, em média, por R$ 0,07. O lixo coletado pela Irmandade resultou em R$ 2.590,00 e foi repassado ao Programa de Voluntariado Paranaense (Provopar).Josoé de CarvalhoFuncionário do hospital manuseia lixo: sem risco de contaminaçãoDa Redação

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