Projeto de praças será revisto
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quarta-feira, 09 de janeiro de 2002
Sid Sauer 
Campo Mourão - A Secretaria de Planejamento de Campo Mourão prometeu que irá readequar até março o projeto de revitalização das duas praças centrais da cidade - Getúlio Vargas e São José. O projeto anterior, que previa uma mudança total nas praças, foi arquivado em definitivo. A proposta se tornou inviável, disse ontem a secretária Ricardina Dias.
Com a readequação, a prefeitura pretende manter o traçado das praças, procurando preservar o lado histórico das obras. No projeto anterior, apenas o chafariz seria mantido. Na readequação é provável que o coreto fique, ressaltou Ricardina. O projeto arquivado chegou a ser licitado, mas o preço da obra ficou superior a R$ 1 milhão e foi considerado caro.
A secretária informou ontem que somente após a conclusão do projeto de readequação será possível definir o valor da obra. A idéia é reduzir o custo substancialmente para que a prefeitura consiga recursos a fundo perdido para os trabalhos ou mesmo que possa fazer a reforma com recursos próprios. O projeto anterior previa um financiamento.
Além da economia, Ricardina diz que houve uma preocupação em preservar a história da cidade. As praças São José e Getúlio Vargas foram construídas há mais de 40 anos. A preocupação aumentou durante as discussões sobre o que fazer com o prédio da rodoviária desativada no ano passado, que fica ao lado. O velho terminal vai abrigar a biblioteca municipal.
As duas praças estão emendadas por um calçadão construído no início dos anos 80. Hoje elas estão em estado de abandono. O coreto está caindo e o chafariz está seco. Bancos de concreto estão quebrados, os banheiros estão fechados e as árvores precisam de poda. As pessoas reclamam com razão, disse o prefeito em exercício Getúlio Ferrari Júnior (PPS).
Os primeiros projetos para revitalização das praças históricas de Campo Mourão sofreram críticas da população e de políticos da oposição. O fato de se descaracterizar as praças centrais não agradou e por isso surgiram os novos projetos. O alto preço das reformas foi outro ponto que virou alvo de desgosto e críticas, principalmente por não se preservar o essencial.


