Projeto de mudanças ainda divide opinião de vendedores
Os pequenos comerciantes que trabalham no Passeio Público esperam que o lugar proporcione mais retorno financeiro. O sentimento é de descrença para uns e esperança de novos tempos para outros que dependem do local para viver. O parque já está sendo considerado apenas um atalho para encurtar o caminho de pedetres. Virou uma praça de passagem, descreve a vendedora de doces e balões Izabel França Cazado, 40 anos.
Hoje, segundo Izabel, não há atrações que prendam os frequentadores dentro do Passeio. O único motivo para passar pelo parque para a maioria, afirma a vendedora, são os sanitários. Ela pede mais manutenção e diz que o play-ground das crianças só recebeu pintura nova quando o prefeito Cassio Taniguchi foi inaugurar um módulo policial dentro do Passeio.
Estou muito pessimista com relação a isso aqui, afirma Izabel, que trabalha há cinco anos no local. Parte da queda do movimento, acrescenta, deve-se ao fechamento do restaurante Pasquale, em maio do ano passado. Izabel só acha que haverá uma reviravolta quando o projeto de revitalização sair do papel.
O vendedor de pipocas Astrogildo Ferri, 59 anos, há 20 no Passeio Público, deposita as esperanças na reinauguração do restaurante para sair da maré de poucas vendas. Ferri acha que o policiamento ostensivo já está fazendo efeito, inibindo a presença assídua de garotas de programa e assaltantes.
Das 11 praças que apresentam maior número de ocorrências policiais, o Passeio Público está na sexta posição, com 53 ocorrências entre os meses de abril e maio. De acordo com a PM, a Praça Rui Barbosa é a campeã, com 127 comunicados no mesmo período.





