Pela primeira vez um equipamento paranaense vai para o espaço. O aparelho, chamado Sistema de Medidas de Acelerações Espaciais (SMAE), foi desenvolvido em Londrina e vai equipar um foguete internacional que será lançado em agosto.
O SMAE foi apresentado ontem na Universidade Norte do Paraná (Unopar). É a única instituição de ensino do Estado selecionada pela Agência Espacial Brasileira e Academia Brasileira de Ciências para participar da Operação Cumã, que vai lançar um foguete da base de Alcântara (MA). O foguete vai levar, além do projeto da Unopar, seis experiências científicas na área de biologia desenvolvidas por outras universidades brasileiras. A operação, financiada pela Agência Espacial, custa R$ 1 milhão. Só o equipamento desenvolvido pela Unopar custou R$ 57 mil.
O aparelho foi criado por três professores e quatro universitários. O coordenador é o professor da Unopar Fernando Stancato. Ele explica que o SMAE, feito de aço inox, é capaz de medir, gravar e transmitir informações sobre os níveis de acelerações num ambiente de pouca gravidade, como o espaço. São quatro sensores de aceleração, temperatura e um computador de bordo. Além de gravar as informações num disco rígido, o SMAE vai transmitir os dados para a terra através de ondas de rádio, em tempo real.
Com esses dados, os cientistas que estudam, por exemplo, o crescimento de enzimas no espaço, vão poder tabular números de forma mais conclusiva. ‘‘Foram oito meses de trabalho’’, diz Stancato. O equipamento é inédito – só a Nasa tem um aparelho similar.
Além das sete universidades, participam da operação os institutos Nacional de Pesquisas Espaciais e o de Aeronáutica e Espaço, além da Agência Espacial da Alemanha. O foguete será lançado a uma altitude de 500 km e ficará no espaço por 10 minutos. Depois, deve cair no mar, de onde será recuperado pela Marinha Brasileira.

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