Projeto de integração
Ciente das dificuldades ocasionadas pela catástrofe no Japão (que foi arrasada por um teremoto, tsunami e vazamento radioativo de usina), a professora Estela Fuzii acredita que mais famílias regressarão ao Brasil. Ela lembra que a crise econômica que atingiu o país em 2009 teve impacto direto nas escolas brasileiras (que são particulares no Japão). Das 75 escolas, só restaram 47, já que muitos pais não tinham mais condições financeiras de pagar os estudos dos filhos.
Na época, eram 320 mil brasileiros morando no Japão e a crise reduziu esse número para 257 mil. ''Com essa tragédia há pouco mais um mês, acredito que irá diminuir ainda mais, em torno de 25% de redução'', diz ela, que por conta disso, vem desenvolvendo um projeto, que poderá ser concretizado no próximo semestre, na UEL.
O objetivo é integrar os filhos de dekasseguis que retornaram do Japão, com aulas de reforço no contraturno, ministradas por professores bilíngues. Esse trabalho que será aberto à comunidade, terá uma metodologia diferenciada, pois de acordo com Estela, um erro muito grave é achar que a alfabetização em alunos com idade mais avançada, deve ser a mesma aplicada às crianças.
''Acho importante também ter fonoaudiólogo para trabalhar a pronúncia com os estudantes, para que eles possam falar e se expressar corretamente. Além disso, a presença de um psicólogo é fundamental para atuar em casos de timidez, retraimento e até de suporte para os pais'', defende.
Ainda de acordo com Estela, os pais não devem, durante a fase de adaptação, matricular as crianças paralelamente em escolas regulares e escolas de língua japonesa, pois a criança estará reforçando o japonês e não o português. (M.O.)





