Cornélio Procópio - Autoridades da região de Cornélio Procópio (Norte) se mobilizam para a construção de um hospital regional. Quase todas as atapas para viabilizar a obra já foram cumpridas. Falta agora que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assine o projeto para a liberação dos recursos.
A decisão é aguardada com ansiedade não apenas na Prefeitura de Cornélio Procópio, mas também nas outras cidades que formam a Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop). É que, segundo a legislação, este tipo de recurso não pode ser liberado nos três meses que antecedem as eleições nem nos três meses seguintes ao pleito. Ou seja, o prazo termina dia 30 deste mês. Caso contrário, só no ano que vem, e já com outro presidente da República.
De acordo com o prefeito de Cornélio, Amin José Hannouche, a cidade possui três hospitais. Dois particulares e a Santa Casa, que é filantrópica e não tem como ser ampliada. Hannouche diz que o próprio governo do Estado reconhece a necessidade de se construir um novo hospital para atender os 19 municípios da Amunop, que somam uma população estimada em 300 mil habitantes.
O Hospital Regional de Cornélio Procópio será construído com a participação dos três níveis de governo: o município entrará com a doação do terreno e a infraestrutura, o governo federal com os recursos para construção e equipamentos, e o Estado com a contratação do pessoal e o gerenciamento do hospital. A obra está orçada em R$ 30 milhões, que devem ser liberados em duas etapas.
Segundo o projeto, o hospital será de média complexidade, ou seja, não oferecerá cirurgia cardíaca e ressonância magnética. Serão 114 leitos no total, sendo dez de UTI geral, dez de UTI neonatal e dez de UTI pediátrica. Os outros leitos serão destinados para internamento e pronto socorro. O centro cirúrgico terá três salas. A secretária de Saúde do município, Alexsandra Mariucci, diz que a obra terá cerca de 10 mil metros quadrados e deve ser concluída no prazo de um ano, assim que for iniciada.
Para o prefeito, mais do que uma conquista na área de saúde, o hospital vai representar a melhoria da qualidade de vida de toda a população dos municípios próximos. ''A nossa cidade tem 50 mil habitantes e não possui uma UTI móvel. Se um paciente sair daqui para Londrina em estado grave, pode não chegar vivo ao destino. Por isso, este é um projeto que vai melhorar muito a qualidade de vida das pessoas mais humildes'', afirma.

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