Umuarama Vinte e uma famílias que moravam em locais insalubres ou perigosos foram transferidas no final de semana para o novo conjunto habitacional construído no Parque Industrial, em Umuarama. O projeto de desfavelamento na cidade prevê a construção de 177 casas a baixo custo para famílias que hoje moram em barracos em áreas de preservação ambiental. Os casebres desocupados estão sendo destruídos pela prefeitura e as áreas serão cercadas para evitar novas ocupações.
O catador de papel, Olívio Soares da Rocha e a mulher Maria Rita, ambos de 51 anos, passaram o dia de ontem arrumando os móveis na nova casa. Eles moraram durante 13 anos na favela do Parque das Laranjeiras, próximo ao Rio Pinhalzinho, que de tão poluído naquele trecho é chamado de ''Catinguinha'' pelos moradores. Rocha gostou da nova moradia, mas está preocupado com a mensalidade de R$ 20. ''A gente mal consegue se sustentar. Minha outra casa já foi demolida e se não conseguir pagar a prestação perco esta daqui também'', disse o catador.
As casas do projeto de desfavelamento em Umuarama são financiadas pela Caixa Econômica Federal, mas construídas pelos próprios moradores com supervisão da Cohapar, numa parceria inédita no Paraná. Normalmente, os conjuntos habitacionais da CEF são construídos por empreiteiras. ''Adotamos o sistema de mutirão para baratear as casas e a mensalidade dos mutuários que são extremamente pobres'', explicou o prefeito Fernando Scanavaca. Cada moradia de 44 metros quadrados a custou R$ 4 mil. Construídas por empreiteira, custariam, no mínimo, R$ 8 mil.
As famílias cadastradas serão transferidas para o conjunto na medida em que as casas forem sendo concluídas. Na próxima semana, pelo menos mais 20 famílias serão retiradas de áreas de risco. A prefeitura providencia a mudança, transferência de escola e creches para as crianças. Segundo Scanavaca, todas as áreas desocupadas serão isoladas e reflorestadas

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