Projeto de beatificação chega à fase final
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terça-feira, 26 de novembro de 2002
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Sessenta depoimentos orais de ensinamentos e graças concedidas por Madre Leônia Milito, que durante 26 anos realizou seu trabalho missionário em Londrina e morreu em 1980, estão sendo registrados e ordenados para o processo de beatificação. Ele deverá ser concluído e enviado ao Vaticano em outubro do ano que vem. ''Esperamos que a santidade de Madre Leônia também seja reconhecida pelo Vaticano, porque o povo já sabe que ela era uma serva de Deus'', diz irmã Terezinha de Almeida, 50 anos, nomeada pela Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret como postuladora do pedido, em Londrina.
Irmã Terezinha está reunindo documentos, anotações e depoimentos por escrito de graças e milagres ocorridos por intercessão de Madre Leônia, a fundadora da Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret. Dois milagres de cura de câncer deverão sustentar o pedido de beatificação. Eles ainda não foram divulgados porque estão em fase de recolhimento de documentos. ''Quem tiver obtido graças por intercessão de Madre Leônia pode nos procurar'', pede irmã Terezinha.
O processo de beatificação iniciou na Diocese de Londrina, em março de 1998 e deverá ser finalizado até 18 de outubro de 2003, dentro do prazo de cinco anos estabelecido pelo Vaticano, quando então seguirá para a Itália. Paralelamente, a congregação pretende recuperar o patrimônio cultural da primeira casa dos fundadores criando a Casa da Memória Madre Leônia. O projeto já tem aprovação do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. ''Só precisamos encontrar um empresário que queira ser nosso parceiro'', reivindica ela.


