Com base na experiência desenvolvida em Curitiba, três arquitetos da Prefeitura desenvolveram um projeto para acabar com a segregação social dos moradores de um bairro da cidade de Haia, na Holanda. Os técnicos Teresa Torres, Fernando Canalli e Reginaldo Reinert foram convidados pela Prefeitura de Haia para representar o Brasil na comemoração dos 750 anos da cidade-sede do governo holandês.
No convite, a Prefeitura de Haia diz que Curitiba foi escolhida por ser um ‘‘instigante exemplo de aprendizado do Terceiro Mundo’’. Haia está trabalhando para reverter a segregação entre ricos e pobres na cidade, com políticas espaciais consistentes, políticas de meio-ambiente, conceitos de planejamento urbano heterodoxos e medidas sócio econômicas. Outros projetos foram feitos por técnicos de Barcelona, Estocolmo, Seattle e Berlim.
Na avaliação da arquiteta Teresa Torres, escolha de Curitiba se deve ao fato de que a proposta sempre procurou integrar classe sociais diferentes. O bairro estudado pelo grupo de Curitiba, Zuid West, é equivalente ao Bairro Novo em área e em população (50 mil pessoas). O bairro holandês possui parques lineares, creches, escolas e áreas livres, mas as famílias de imigrantes africanos e muçulmanos enfrentam problemas sérios de convívio social. Nos anos 50, o bairro era considerado um bom lugar para morar, mas por conta da segregação, deteriorou-se. Hoje, 65% da popoulação sobrevive com o salário-desemprego.
O projeto foi apresentado a especialistas de Haia e recebeu a aprovação do grupo para ser apresentado numa exposição em setembro. A cidade pode ou não colocar o projeto em ação. Ou, ainda pode propor melhorias para as idéias desenvolvidas.

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