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. | Foto: Gina Mardones

O projeto desenvolvido pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) sobre arborização na região central de Londrina aponta 250 espécies de árvores nos 41 mil pontos listados pelos pesquisadores. Entre as mais comuns encontradas nas vias estão a oiti (3.684), o ipê branco (2.234), a murta (1.965), o ligustro (1.836), o ipê amarelo (1.530) e a resedá (1.282), entre outras. Elas são divididas em três tipos: exótica, alóctone e autóctone.


O Plano Diretor de Arborização Urbana do município define que as espécies vegetais presentes devem ser delimitadas, no mínimo, entre 70% nativas e até 30% exóticas não invasoras adaptadas. Esta última categoria é relacionada a portaria 95/07 do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que reconhece a lista oficial de espécies exóticas invasoras para o Estado do Paraná. São classificadas como exóticas a murta e o ligustro, presentes em abundância em Londrina.


As vias com maior número de murta são as São Vicente (28), Amapá (28) e Mato Grosso (27). “As exóticas não se relacionam com as nativas, não oferecem recurso de alimentação e descaracterizam o plano da cidade. Também se produzem facilmente e ocupam o lugar das nativas, que são aquelas que ocorrem de forma natural na região”, exemplifica a a professora Patrícia Carneiro Lobo Faria, bióloga e coordenadora do levantamento produzido por meio da Gaia Jr., empresa de consultoria em engenharia ambiental formada por graduandos da UTFPR.


De acordo com a bióloga, as espécies de árvores presentes no município ainda englobam as frutíferas e ornamentais. “Isso mostra que a população tem plantado a árvore que deseja e gosta, mesmo que vá contra a legislação”, frisa.


A professora também explica que há grandes diferenças entre os tipos de plantas e as condições entre uma região e outra, a partir do que foi visto no levantamento da UTFPR. “A espécie Grevilha está presente em áreas mais antigas, já na Gleba Palhano (zona sul) e avenida Santos Dumont (zona leste) a arborização é mais nova.”



“Falta sombra por aqui”

Apesar de a avenida Duque de Caxias ter o maior número de espaços livres para o plantio de mudas em toda sua extensão, a partir das vias verificadas pelo levantamento do grupo de engenharia ambiental da UTFPR, é a rua Uruguai (entre Maranhão e Santa Catarina) que possui a maior concentração de locais disponíveis.


A rua situada na região central de Londrina tem forte presença de garagens de veículos. Tão pequeno quanto seu tamanho é a quantidade de árvores. A via conta com apenas uma na calçada e de pequeno porte. “Falta sombra por aqui. É tão sem árvore que a única existente até nos esquecemos. Precisaria de uma atenção maior do poder público, mas também dos empresários. Como é nada plantado”, analisa o cobrador Paulo Salgueiro.


A rua Guaporé, entre Araguaia e Tietê, é outra com grande concentração de espaços livres para que sejam plantadas árvores. “Dá para contar nos dedos quantas plantas temos por esses quarteirões. É uma pena, pois elas melhoram o meio ambiente e a vida da população. Londrina como um todo é precária no quesito arborização. Alguns bairros ainda têm, porém não são todos”, observa a professora Aline Mendes.


Já a rua São Vicente, na Vila Recreio, ostenta o título de via pública com mais murtas, totalizando 28. Esta espécie, pelo que está na legislação, é proibida na cidade, mas se depender dos moradores não serão podadas. “São bonitas e exalam bom cheiro. Combinam com o bairro”, aponta a dona de casa Ivete Simão.

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