Projeto da UEL leva o ensino da língua francesa a colégio estadual
Este é o segundo ano consecutivo que cerca de 35 alunos do Colégio Estadual João Sampaio, na Vila Yara (zona leste de Londrina), têm aulas extracurriculares de língua francesa. Eles estão sendo atendidos por formandas-estagiárias do curso de Letras Estrangeiras e Línguas Modernas, habilitação em Francês/Português, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A coordenadora do projeto de extensão da UEL, professora Eidele Maria Raimundo, explica que os principais objetivos são sensibilizar uma maior parcela da população para a importância da língua francesa no contexto mundial, abrir novos espaços e expandir o conhecimento sobre ela entre os estudantes.
Os alunos interessados têm aulas gratuitas de francês - em horário diferente das do curso de 1º grau que frequentam no colégio - duas vezes por semana, totalizando uma carga de três horas. O diretor do João Sampaio, Saulo Gaspar, conta que a iniciativa de oferecer este curso extracurricular tem cumprido integralmente o desejo inicial de poder proporcionar aos alunos uma oportunidade de abertura de visão sobre o mundo. Projetos alternativos à carga horária curricular, principalmente com o aprendizado de uma nova língua, são importantes para a formação dos estudantes para a vida e para o futuro mercado de trabalho.
Dorico da SilvaCleberton Junior Rodrigues, 13 anosA supervisora do projeto que leva o francês às escolas públicas de 1º e 2º graus, Rejane Fialho Taillefer, lembra que a idéia de extensão surgiu, no final de 1996, da necessidade de uma análise crítica e readequação metodológica e didática do que estava sendo ministrado e praticado por professores e alunos do curso da UEL.
Na verdade, fizemos internamente uma remontagem, uma reelaboração do nosso método de ensino, da relação entre professores e estudantes dentro do curso de Línguas Modernas, na habilitação francês/português. E o que temos aqui é a implantação do projeto piloto, da primeira fase da nossa proposta, comenta Rejane Fialho Taillefer. O curso oferecido aos estudantes tem nível introdutório, correspondente à primeira fase do aprendizado.
Segundo a supervisora do projeto de extensão, novas escolas poderão integrar-se a ele no próximo ano, depois de realizadas algumas readequações necessárias. Para que isto seja possível, no entanto, ela espera passar a contar com o apoio do Núcleo Regional de Educação. Rejane Taillefer diz ainda sonhar com o dia em que a língua francesa faça parte da grade curricular das escolas públicas do Paraná, como já acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro.Dorico da SilvaDe graçaAlunos do Colégio João Sampaio participam da aula extracurricular: ampliar conhecimentosOsmani Costa





