O Programa Nacional da Diversidade Biológica do Ministério do Meio Ambiente, que estimula a criação de redes de biodiversidade, já está em fase de estruturação no Paraná. Os recursos estão assegurados e sua aplicação deve ser feita através de ‘‘corredores’’ que interligarão unidades de conservação ambiental. Um dos principais será o que ligará o Parque Estadual do Rio Iguaçu ao Parque Nacional do Iguaçu, a maior reserva florestal sub-tropical do mundo. A afirmação é da agrônoma Líria Beckemkamp, do setor de Áreas Protegidas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Cascavel.
Segundo Líria Beckemkamp, a rede de biodiversidade entre os parques estadual e nacional compreenderá a reposição de vegetação natural nas margens de cursos d’água que formam a Bacia do Rio Iguaçu. Entre eles estão, por exemplo, os rios Guarani, que nasce no município de Guaraniaçu (68 km a leste de Cascavel) e atravessa a primeira reserva, desaguando no Iguaçu; e o Gonçalves Dias, com nascentes no Parque Nacional e que deságua no mesmo rio.
A agrônoma explica que, em rios com até 10 metros de largura, as margens deverão ser reflorestadas em faixa de 30 metros de cada lado, mas que poderão chegar a 200 metros em alguns casos. Segundo ela, o complexo em torno dos parques do Rio Guarani e Nacional do Iguaçu é significativo para a biodiversidade pela diversificação da flora e fauna. ‘‘Além do Rio Guarani, a reserva tem inúmeros riachos, espécies vegetais consideradas ‘‘nobres’’, como a araucária, cedro, canela, angico e outras, praticamente dizimadas em outras partes do Estado. A fauna também é diversificada, com espécies igualmente em extinção’’, disse.
Já no Nacional do Iguaçu, a densa floresta viceja em função da umidade e temperatura, e entre as espécies preservadas está a araucária. ‘‘A arara-cinza-azulada tem seu último refúgio nesta floresta assim como o jacaré-de-papo-amarelo e grandes gaviões, jaguar, suçuarana, jaguatirica, gato-do-mato e onça-preta’’, afirmou.

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