Maringá - A Secretaria de Meio Ambiente de Maringá está finalizando um projeto que prevê a criação de seis áreas regulamentadas para despejo de entulhos. Atualmente, além do lixão, Maringá dispõe apenas de uma área regulamentada para entulho, no Jardim Copacabana. O projeto deverá estar pronto no mês que vem. ‘‘Já concluímos toda fase de cadastramento dos carroceiros e caminhões que recolhem os entulhos e estamos na fase de avaliação das áreas que serão regulamentadas’’, disse a engenheira Sônia Molina, da Secretaria do Meio Ambiente.
Segundo a engenheira, a cidade produz em média cerca de 600 toneladas de entulho por dia. Deste total, aproximadamente 200 toneladas são jogadas em locais proibidos por carroceiros e camionhoneiros. Matas nativas, fundos de vales, e principalmente terrenos baldios são áreas prediletos dos infratores que agem de dia e também à noite para fugir da fiscalização. Em alguns casos, o abuso é extremo, obrigando a Secretaria de Meio Ambiente de Maringá a realizar a limpeza do local várias vezes em menos de seis meses.
De acordo com o chefe da fiscalização da secretaria, José Aparecido de Souza, o depósito de entulhos em áreas proibidas é difícil de controlar porque os próprios moradores das imediações não colaboram com a prefeitura. ‘‘Precisamos que as pessoas nos liguem no momento em que os carroceiros ou caminhões estão descarregando, mas isso dificilmente acontece’’, reclama.
Segundo Souza, a ousadia dos infratores é tanta que em muitos casos, os terrenos mal acabam de serem limpos e já no dia seguinte tem novos focos de entulhos. ‘‘A gente limpa em um dia e no dia seguinte eles (infratores) descarregam entulhos no pé das placas indicando área proibida para entulho’’, afirmou. Um dos casos críticos é uma área de fundo de vale, ao lado do Parque do Ingá, no centro de Maringá. O terreno tem cerca de 2 mil metros quadrados e se transformou em área clandestina de entulho depois que a prefeitura canalizou o Córrego Moscados e fez a ligação dos bairros Vila Operária e Vila Bosque. ‘‘Esta área foi feita a limpeza duas vezes este ano e está cheia de entulho novamente’’, disse Souza.

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