Projeto combate fogos clandestinos
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
Um projeto de lei pretende regulamentar o setor de fogos de artifícios no Paraná. A proposta elaborada pela Delagacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), com apoio da Associação Industrial e Comercial dos Fogos de Artifícios, está nas mãos do deputado estadual Ricardo Chab (PTB), que a encaminhou ao setor jurídico da Assembléia Legislativa. O projeto pretende endurecer com aqueles que vendem e fabricam produtos clandestinos ou que realizam espetáculos com fogos irregulares, advertiu Chab.
Somente no fim do ano período que aumenta o manuseio de fogos artifícios, por causa das festas de Natal e Ano Novo, aconteceram mais de 30 acidentes graves em Curitiba. Além disso, em um mês de ações de fiscalização da Deam, os policiais registraram 10 casos de comércio ilegal na região metropolitana e na periferia da Capital. Foram lojistas que foram pegos armazenando os produtos irregularmente ou vendendo fogos sem autorização, afirmou Roberto Barbosa, chefe do setor de fiscalização de produtos controlados da Deam.
O presidente da Associação Industrial e Comercial dos Fogos de Artifícios do Paraná, Rodolpho Aimoré Júnior, afirmou que o projeto pretende regulamentar todas atividades vinculadas ao setor. É preciso acabar com os clandestinos e também fazer com que as empresas regulares obedeçam as regras de seguranças, disse. Não existem estimativas do Deam ou da associação para saber quantas empresas operam de maneira irregular.
Segundo o chefe de fiscalização da Deam, Roberto Barbosa, essa proposta é inédita no País. Ele exemplificou que o projeto prevê situações como a de responsabilidade em acidentes em queima de fogos. Não queremos que se repita situações como a do reveillon do Rio de Janeiro, quando as pessoas se queimaram e não puderam responsabilizar os autores da queima, disse.
Para o presidente da associação, Rodolpho Aimoré, todo cuidado é preciso durante este período de junho, quando aumenta a venda por causa das festas juninas. Em média dobra a venda das miudezas, afirmou, referindo-se a fogos de baixa potência (como traques) e rojões.
Segundo Aimoré, todas as lojas regulares de Curitiba sabem orientar os clientes a manusear os fogos. Não se deve misturar imprudência e bebidas com os fogos, porque o perigo é certo, afirmou. Ele sugere que antes de soltar fogos é preciso ler as instruções das caixas. Também aconselha que crianças não manipulem os fogos.


