O município de São Tomé (103 km a nordeste de Umuarama) ganhou o Prêmio Paraná Ambiental na categoria Conservação de Solos com um projeto de cultivo de pupunha para produção de palmito. Lançado ano passado pelo governo do Estado, o Paraná Ambiental premia projetos e atividades que beneficiem a preservação do meio ambiente. Este ano concorreram 92 trabalhos em 10 categorias. O ‘‘Projeto Pupunha, o Palmito Ecológico de São Tom钒 foi premiado pela capacidade de gerar empregos, impostos e de diminuir o extrativismo de palmito nativo.
O projeto é da prefeitura e da empresa Pupunha do Paraná. Na primeira etapa, município e empresa criaram um viveiro para produção de mudas, o maior do Paraná, com capacidade para produzir um milhão de mudas por ano. As mudas começaram a ser entregues em outubro. A meta é distribuir quatro milhões de mudas em três anos, estimulando o plantio de 800 hectares de pupunha na região de São Tomé.
Os produtores do município interessados em investir na atividade, recebrãoXXXX a mudas a preços subsidiados (R$ 0,22 a unidade). Para os demais as mudas serão vendidas a R$ 0,55. Pelo menos 600 mil mudas já estão vendidas.
A segunda fase do projeto começa agora com o plantio das mudas e assistência técnica aos produtores através da Secretaria Municipal de Agricultura e Emater. A terceira fase inclui a construção de uma fábrica processadora de palmito em São Tomé, em 2001, quando as primeiras plantações já estarão produzindo. Segundo um dos sócios da Pupunha do Paraná, Ademir Graciotin, a produção de um milhão de pés vai gerar cerca de R$ 1,5 milhão para a economia local. O prefeito de São Tomé, Antônio Cabrera de Sá (PDT) diz ter apostado na pupunha para desestimular a extração de palmito nativo e ajudar a conservar os solos, além de gerar empregos e renda, tudo ao mesmo tempo.
Chamada de palmito ecológico, a pupunha tem o mesmo sabor e a aparência do palmito nativo, produz em dois anos e tem mercado garantido. Pode ser cultivada em áreas degradadas, de baixa fertilidade e ajuda a recuperar o solo.
Segundo a Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte (Apromac) o palmito nativo paranaense está quase extinto. Nos anos 40 e 50, o Paraná respondia por quase 100% da produção nacional de palmito. Hoje, a produção gira em torno de 0,1%.

mockup