De acordo com o presidente interino do Crea, se o pedreiro Diogo tivesse, antes do início da obra, procurado a prefeitura e se inscrito no programa Casa Fácil, teria recebido gratuitamente todos os projetos arquitetônicos e de engenharia para reformar sua casa. ‘‘A falta de informação infelizmente atrapalhou a vida do pedreiro. Assinamos o convênio Casa Fácil justamente para ajudar nessas questões.’’
Para se habilitar ao Casa Fácil é preciso que a obra tenha até 70 metros quadrados, a renda familiar seja menor que três salários mínimos e o requerente não pode ter outra propriedade. A prefeitura se encarrega dos projetos e acompanha os trabalhos, que no interior são feitos por associações de engenheiros e arquitetos.
‘‘Mas no caso do Diogo, com a obra praticamente pronta, não dá mais para entrar nesse esquema. Ele vai ter que conseguir um arquiteto que desenhe o projeto e um engenheiro que se responsabilize pela obra. O risco de uma parede mal construída pode ser fatal’’, alerta de Lara. Quando a obra é regularizada só é cobrado um terço do valor da multa. Caso contrário, é inscrito na dívida ativa do Estado.

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