Curitiba - As pessoas mais próximas do suicida são afetadas pela morte da vítima, tanto na saúde mental e emocional como profissional, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Pensando reduzir o impacto dos danos do suicídio entre os familiares e amigos próximos é que o Ministério da Saúde também lançou, no final de agosto, no Rio de Janeiro, o projeto-piloto ComViver para dar atenção especializada, acolher e acompanhar estas pessoas na superação do trauma.
O projeto, que também recebe apoio da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), tem a proposta de ser incorporado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no futuro. ''É uma tentativa de acolher os sobreviventes, que são as pessoas que perderam alguém que suicidou. Inicialmente o projeto começa no Rio, em função da disponibilidade de profisisonais qualificados nesse tipo de atendimento'', explica médico psiquiatra Carlos Felipe d'Oliveira.
O projeto-piloto vai servir de suporte para outros estados, produzindo material técnico e publicações a serem aplicadas no País. ''O projeto trabalha com aqueles familiares que desejam desenvolver outras iniciativas para ajudar na prevenção do suicídio entre jovens, por exemplo. Um pai que perdeu o filho tem grande capacidade de empreender outros trabalhos como voluntário'', defende o médico, acrescentando que nos encontros em grupo com psicólogos e psiquiatras do ComViver, as pessoas atendidas vão aprender como afastar os riscos de suicídio dentro de casa.
O Dia Mundial da Saúde Mental, próximo 10 de outubro, terá como tema a ''Prevenção do Suicídio''. A Associação Internacional de Prevenção do Suicídio (ligada a OMS) vai incentivar e mobilizar, neste dia, ações e atividades voltadas para a prevenção do suicídio em 100 países. No Brasil, terá apoio da Organização Nacional de Saúde.(F.G.)

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