Projeto Bom Aluno chega a Londrina
O empresariado londrinense conheceu ontem de manhã o Projeto Bom Aluno, que inicia suas atividades em Londrina a partir do mês de agosto. O objetivo do projeto é descobrir e estimular alunos de grande potencial em escolas públicas de todo o Brasil.
Para isso, os empresários são convidados a adotar alunos a partir da 5ª série do ensino fundamental a um custo médio de R$ 300 por mês.
O projeto nasceu há sete anos em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e hoje mantém 600 alunos distribuídos também em municípios de outros estados brasileiros, como Vitória, no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Nova Prata, no Rio Grande do Sul.
Segundo a coordenadora nacional do projeto, Zânia Diório, a idéia é acompanhar os beneficiados até a pós-graduação, mesmo que essa modalidade de curso seja feita no exterior.
Em contrapartida, o empresário participante estará isento do imposto de renda - pessoa jurídica em até 3% do seu faturamento mensal.
Na prática, cada aluno não sairia por menos de R$ 1 mil, mas graças à colaboração de escolas e livrarias, reduzimos o gasto em 70%. Para nós, a maior recompensa é a satisfação estampada no rosto desses jovens beneficiados, disse Francisco Simeão, o empresário que idealizou o projeto juntamente com Luiz Bonacin Filho.
Para conquistar esse benefício, o aluno tem que ter média sete no histórico escolar, 85% de frequência às aulas, bom comportamento, pertencer a uma família carente e demonstrar talento para o estudo.
Em Londrina e Tamarana (60 km ao sul de Londrina), as psicólogas Sara Maria de Melo Elgenneni e Lília Maciel Gava Ferreira selecionaram 300 estudantes de oito escolas, dos quais seis foram aprovados.
Porém, a meta é atender 200 crianças nos próximos dois anos. Mas, para isso, precisamos de mais patrocinadores. Por enquanto, as empresas Rondopar e Tamarana Metais encabeçam a lista, informaram Francisco Simeão e Luiz Bonacin Filho.
Segundo eles, o dinheiro doado pelos empresários para o projeto é utilizado na compra de uniformes, pagamento de mensalidades do ensino regular, pagamento de cursos de línguas, informática, assistência psicológica e pedagógica, aulas de reforço e até alimentação adequada.
A metodologia de trabalho e os critérios de seleção são repassados pelo Instituto Bom Aluno do Brasil, que coordena cada uma das franquias sociais.
A intenção de Francisco Simeão é difundir o projeto por todo o País e mantê-lo em funcionamento nas próximas três décadas.
Estudamos uma meta desafiadora, mas com chances de viabilização. Esperamos, por exemplo, que daqui a poucos anos 10% dos nossos alunos estejam em cursos de pós-graduação, disse o empresário.
O orgulho do Instituto é ter conquistado 100% de aprovação de vestibulandos nos últimos três anos, inclusive o 1º lugar na classificação geral da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no vestibular de janeiro deste ano.
Além de resultados concretos, a equipe Bom Aluno conta com os laços afetivos criados entre os patrocinadores e os alunos.
Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas com as psicólogas Sara Maria de Melo Elgenneni e Lília Maciel Gava Ferreira, pelos telefones (43) 325-4798, em Londrina, e (43) 320-1385, em Tamarana.





