Ney de SouzaAbandonoEscola-oficina, que foi depredada, está em estado precário e não tem nenhuma utilidade Dois anos e meio depois da conclusão da escola-oficina de Foz do Iguaçu, onde seriam abrigados menores infratores, o prédio finalmente pode ser utilizado. Porém, não terá a mesma finalidade. O Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) e a Secretaria Municipal da Criança estudam uma permuta que pode dar utilidade ao prédio, que está depredado e coberto pelo mato.
Desenvolvido ainda na gestão do ex-governador Roberto Requião (PMDB) e concluído por Mário Pereira (PMDB), a escola-oficina está sem nenhuma utilidade. O projeto inicial não pôde ser implantado porque encontrou resistência dos moradores da Vila Chalon e Porto Meira, onde está localizada a escola-oficina. ‘‘Ninguém quer uma cadeia aqui’’, diz Ana Maria da Silva, que mora em frente ao prédio.
A intenção, pelo fato de ficar em frente ao 14º Batalhão da Polícia Militar, era abrigar os menores infratores que estão cumprindo pena em distritos policiais de todo o Estado. Outro objetivo seria a formação profissional. ‘‘Isso não poderia, por exemplo, constar em um currículo de formação profissional’’, diz o presidente do Iasp, Aluísio Pacheco.
A prefeitura se propôs a usar a área para desenvolver um outro projeto. Segundo a secretária da Criança, Inelsi Savaris, as negociações estão em estado avançado para colocar em prática um programa destinado somente a famílias de menores infratores. Já foram investidos R$ 1 milhão para construir piscina, salas de aula, ginásios de esportes, campo de futebol e celas.
A prefeitura ainda terá que gastar mais de R$ 600 mil para readequar o prédio. ‘‘Não há como fazer um programa com famílias em um prédio cheio de celas’’, diz o presidente do Iasp.
Para entregar a área para a prefeitura, o Governo do Estado pediu, em contrapartida, um novo edifício para implantar o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).
Esse programa prevê a detenção de menores com autorização judicial por até 45 dias e, após esse prazo, eles passam para os institutos de internamento de infratores. A demora, segundo Pacheco, foi por causa da discordância dos moradores da região e problemas financeiros das construtoras que estavam desenvolvendo o projeto.
A Câmara de Foz do Iguaçu já autorizou a doação de um terreno no Parque Presidente para a construção do novo local para recuperação de menores. Mas, a exemplo da Vila Chalon e Porto Meira, os moradores desse bairro também estão protestando. Segundo o Iasp, o Governo do Estado já tem R$ 250 mil disponíveis para o projeto.

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