Projeto avalia bacias hídricas em Londrina
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Londrina é uma cidade rica em recursos hídricos. São mais de 80 córregos, ribeirões e rios cortando o município apenas na zona urbana. Mas boa parte da população desconhece esse fato e adota atitudes que ao longo do tempo contribuem para poluir e degradar o meio ambiente. O projeto "A Bacia da Minha Escola" tem como principal objetivo ensinar alunos do oitavo e nono anos de escolas estaduais a reconhecer as bacias hidrográficas próximas à comunidade onde vivem, identificar problemas, apontar soluções e formar multiplicadores de conhecimento.
O projeto foi aprovado pelo Programa Municipal de Incentivo ao Verde (Proverde), criado para apoiar e financiar projetos de conservação ambiental e, para financiá-lo, o município irá repassar R$ 39,4 mil. O dinheiro é proveniente do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), abastecido com recursos do ICMS Ecológico.
"Nossa geração não é educada para o reconhecimento ambiental e já há alguns anos a gente idealiza essa atividade com outros grupos. Quando veio a oportunidade do Proverde, a gente pretendeu ampliar essa atividade para as escolas estaduais", explicou o gestor ambiental e idealizador do projeto, Gustavo Góes.
O projeto irá contemplar 160 alunos, divididos em quatro escolas estaduais nas regiões central, leste, norte e sul, e a ideia é orientar os estudantes para que eles saibam reconhecer os problemas ambientais das bacias hidrográficas existentes na região de cada escola. Após essa etapa, os participantes do projeto poderão reivindicar ao poder público medidas para solucionar os problemas. "Vamos formar multiplicadores do saber ambientalmente correto", disse o gestor ambiental.
As escolas ainda não estão definidas, assim como as bacias hidrográficas. A princípio, a intenção de Góes é trabalhar em duas escolas na bacia do Cambezinho (região central e sul), considerada a mais importante da cidade, uma na bacia do Jacutinga (zona norte) e outra na bacia do Limoeiro (zona leste). "Estamos conversando com algumas escolas. O trabalho vai ser no contraturno escolar e depende do interesse da escola. Definimos algumas bacias para trabalhar, mas talvez tenhamos que mudar porque houve alteração no cronograma."
O projeto deve durar oito meses e o convênio para a sua execução foi assinado ontem por Gustavo Góes e pela secretária municipal do Ambiente, Liane Lima. A partir da assinatura, o recurso já está liberado. O dinheiro, afirmou Góes, será aplicado na execução de uma maquete que será usada para exemplificar os problemas e soluções que poderão ser identificados ao longo do projeto, para que os participantes saiam a campo preparados, e irá garantir a atuação de três técnicos. Um documentário sobre o projeto também poderá ser produzido. "Ao final, a gente pretende disponibilizar alguns materiais para que a comunidade escolar informe o restante da comunidade", destacou Góes.
EDITAL
Segundo a secretária municipal do Ambiente, o Proverde é anunciado por meio de um Edital de Chamamento Público e o principal critério para a aprovação do projeto é que seja inovador na área do meio ambiente. Os projetos inscritos são avaliados por um comitê gestor formado por representantes da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Agricultura, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). "Em agosto faremos um novo chamamento público para que todos os cidadãos possam participar."


