Projeto aumenta assentos preferenciais para idosos e gestantes nos ônibus de Londrina
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segunda-feira, 02 de abril de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Já corre na Câmara Municipal um projeto do vereador Tio Douglas (PTB) que deseja ampliar o número de bancos preferenciais no transporte coletivo de Londrina para idosos, gestantes ou com crianças de colo, pessoas com locomoção reduzida e aquelas diagnosticadas com autismo. Se aprovada, a lei automaticamente substituiria uma iniciativa sancionada em maio de 1993 pelo ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, que reservou os quatro primeiros assentos da parte dianteira dos ônibus para estes públicos.
Essa não é a divisão em vigor atualmente nos coletivos. A CMTU (Companhhia Municipal de Trânsito e Urbanização), que não quis comentar a proposta em discussão no Legislativo, informou que os modelos são diferentes para os 400 veículos pertencentes à frota total. Segundo a assessoria do órgão, os tradicionais têm três vagas na frente e o mesmo número para cadeirantes na traseira, os menores possuem dois espaços para deficientes físicos e o Superbus limita quatro cadeiras na dianteira e mais três atrás.

De caráter "meramente educativo", como assim definiu seu autor, o texto orienta que as empresas responsáveis pelo serviço em Londrina afixem, em locais de fácil visualização, cartazes com as informações de que todos os bancos passam a ser prioritários aos grupos incluídos na legislação. O conteúdo deverá ser exposto no Terminal Central, na rua Professor João Cândido. A sugestão é que a prefeitura também encabece uma campanha publicitária para divulgar o projeto.
O prazo para adesão será de 90 dias após uma possível sanção do prefeito Marcelo Belinati (PP). Para o vereador, falta sensibilidade de muitos usuários. "Muitos não cedem o espaço a uma pessoa mais necessitada. Os jovens, em sua grande maioria, ficam sentados enquanto os idosos permanecem de pé. Às vezes os mais novos não têm esse hábito, e por isso o poder público deve se responsabilizar em incentivar essa atitude", disse.
Segundo o petebista, o número de assentos nos ônibus é pequeno. "Eu acho que a população ficará mais sensível se a ideia virar lei. Já conversei com o Executivo para iniciar um trabalho intensivo de informação", completou o parlamentar. A matéria ainda será analisada pelas comissões da Câmara.


