Projeto atende adolescentes infratores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Crianças e adolescentes em situação de risco. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante a proteção dos menores em qualquer situação. Mas a assistência jurídica é fundamental para aqueles que cometem atos ilícitos. Independente da condição financeira e do ato infracionário, todos os jovens têm direito à defesa e é esse o objetivo do Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude (NEDDIJ).
O projeto, desenvolvido em todas as universidades do Paraná desde 2005, foi reativado em Londrina em 2006 pela advogada e coordenadora do NEDDJI, Claudete Carvalho Canezin. O trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar, formada por dois advogados, quatro estagiários do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL), além de psicólogos. A equipe será complementada a partir de agosto, com a contratação de uma assistente social, um professor e um aluno da área de Serviço Social da UEL.
Crianças sob risco psíquico, pessoal, físico ou sexual são atendidas gratuitamente pela equipe, que apura os casos denunciados na hora. ''Assim que recebemos a denúncia, saímos para atender o caso.'' O atendimento é feito com a participação de representantes do Conselho Tutelar, Grupo Sentinela, creches e lares que abrigam crianças.
Os principais processos abertos no Núcleo são encaminhados para as Varas da Infância ou Criminal. Entre os mais atendidos estão os de adoção, de tutela, alimentos, guarda, visitas e de busca e apreensão, além dos criminais. São cerca de 300 atendimentos por mês, encaminhados com trabalho conjunto com o Ministério Público.
O trabalho também é realizado com as pessoas envolvidas diretamente com as crianças, que recebem o suporte necessário para acolher a criança e resgatar a integridade da família. ''São pessoas com problemas sociais muito grandes, sem dinheiro, sem estrutura. É um trabalho demorado, mas que aos poucos, vai tendo resultado.'' Ela afirma que a resposta às denúncias é imediata. ''Resolvemos o problema no ato, muitas vezes pelo próprio telefone, já que as crianças não podem esperar.''
Serviço - Mais informações sobre o Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude pelo fone (43) 3324-9038


