Projeto aproxima Justiça dos estudantes
Escolas municipais de Londrina começaram a receber as visitas do projeto "Justiça se aprende na Escola", do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). A ideia é levar às crianças noções do trabalho do Judiciário, através de conversas informais conduzidas por juízes, promotores e advogados. "Queremos aproximar o Poder Judiciário, o Ministério Público e os advogados das crianças, desmistificar a figura do juiz, que é visto por muitas delas como uma pessoa inacessível. O projeto quer trazer o Judiciário para dentro da escola, através de conversas informais ensinando a eles o que faz um juiz, um advogado e porque existe Justiça", explicou a juíza de Direito das Varas da Infância e Juventude de Londrina, Isabele Ferreira Noronha. As visitas são a primeira etapa do projeto.
A primeira escola visitada foi a municipal Irene Aparecida da Silva, localizada no Conjunto Habitacional Jamile Dequech (zona sul). Cerca de 50 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental participaram da palestra no período da tarde e puderam, entre outras coisas, conhecer leis e saber como denunciar casos de violência ou abuso sexual, por exemplo.
O estudante João Luiz Ferreira Neto, de 11 anos, garantiu que não vai esquecer tão cedo o que aprendeu. "A gente aprendeu o que pode e o que não pode fazer e que tudo o que a gente faz de errado volta pra gente mesmo", contou o garoto. "Foi muito legal para incentivar muitas crianças a ser pessoas de bem e seguir carreira como advogado, promotor ou juiz", valorizou Samuel Fernandes Silva, de 11 anos, que sonha um dia estar do outro lado. A próxima etapa consiste na elaboração de uma redação sobre o tema e as melhores serão premiadas, de forma simbólica.
Quinze escolas em situação de maior vulnerabilidade social receberão as visitas até o final
de outubro
Após as palestras, os alunos receberão apostilas e terão cerca de 30 dias para estudar o papel do Judiciário, antes da visita ao Fórum de Londrina
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





