O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina e vice-prefeito, Alex Canziani, faz elogios ao Projeto Carijó. ‘‘Queremos que o projeto continue porque temos interesse em fomentar a criação de empregos.’’. Segundo ele, conceitualmente o projeto é ‘‘ótimo’’.
O condomínio industrial é uma incubadora sem subsídios para os participantes. O projeto oferece espaço e maquinários para os interessados. Dessa forma, os futuros microempresários podem investir no desenvolvimento do negócio. Pelo uso dos equipamentos, os participantes pagam 2% do valor da máquina. O aluguel do espaço é de R$ 1,00 o metro quadrado. O projeto oferece ainda serviços de fax, telefone, xérox e computador.
O microempresário paga conforme o uso. Cada novo microempresário pode permanecer no projeto por cinco anos - prazo considerado suficiente para que ele adquira independência. Segundo os administradores, em três anos já é possível saber se o participante tem condições ou não de se desenvolver sozinho. O dinheiro, segundo os administradores, é suficiente para o pagamento das contas de luz, jardinagem e salário da recepcionista. O lucro dos três administradores, segundo eles próprios, vem da microempresa particular que cada um mantém no Projeto Carijó.
Diante da falta de espaço - em Cambé, eram 33 empresas em aproximadamente 6 mil metros quadrados - o cadastro do Carijó registra 54 interessados esperando por uma vaga. O interessado mais antigo é do final de 1995, quando o projeto veio para Londrina. Os administradores estimam que, se a lista de espera pudesse ser absorvida pelo projeto, 250 novos empregos seriam gerados na Cidade. De acordo com os administradores, a maior parte dos participantes está longe do limite de permanência no Carijó.
A maioria das microempresas do projeto está voltada para o setor de metalurgia. Mas a microempresa do Carijó que mais se desenvolve é a fábrica de caixões de madeira para velórios. A diferença, segundo os administradores, é que ela é a única em Londrina. Empresas semelhantes, só em Marialva e Ponta Grossa. Com a exclusividade local no setor, a fábrica já vende seus produtos para outros estados como São Paulo e Bahia.

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