Projeto ambiental de Ribeirão Claro é premiado
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quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Benedito Teles<BR>Equipe da Folha 
Ribeirão Claro O projeto de reciclagem de lixo urbano de Ribeirão Claro (24 km a leste de Jacarezinho) foi selecionado entre as 100 melhores práticas de gestão ambiental no Brasil pela Caixa Econômica Federal. O diploma foi entregue, na última segunda-feira,os coordenadores do programa. Na região Sul, o projeto foi classificado em segundo lugar.
O projeto Ribeirão na Reciclagem, é Claro conduziu a implantação da Usina de Triagem e Compostagem do Lixo na cidade. A idéia de um programa ambiental de reciclagem começou a ser discutida em 1999 e, em agosto de 2001, a usina de triagem de lixo foi inaugurada. O município produz cerca de três toneladas de lixo por dia. O projeto tem a participação de alunos da rede pública de ensino e dos agentes comunitários de saúde.
O projeto concorreu com outros 259 de todo Brasil e, na região Sul, perdeu, apenas para o projeto Nossa Casa da prefeitura de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) que prevê a construção de moradias para famílias de baixa renda. O técnico social da CEF, Célio Izidoro, disse que o concurso 10 projetos para uma fase mundial. Izidoro explicou que acompanhou a execução do projeto e destacou a participação da comunidade no programa.
O prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSDB), afirmou que o prêmio é conseqüência do trabalho. Pereira explicou que a prefeitura quer ampliar o número de famílias que fazem o descarte seletivo e anunciou que pretende, ainda, iniciar a recuperação da mata ciliar dos rios do município.
A coordenadora do projeto Giovana Aparecida Cornélio disse que o principal ganho da comunidade com o projeto foram os resultados ambientais. Segundo ele, em Ribeirão Claro não há lixão a céu aberto, contaminação do solo ou proliferação de vetores de doenças.
A usina de triagem comemorou dois anos de funcionamento em agosto e, atualmente, emprega 17 pessoas. O composto orgânico produzido é utilizado no viveiro municipal. A comercialização do material reciclável também reduz em 30% a despesa mensal no setor de coleta seletiva. O orçamento do setor, desde de funcionários até combustível, é de cerca de R$ 23 mil. Três dias por semana é feita a coleta do material orgânico e dos rejeitos e, em dois dias, a de material reciclável.


