O projeto social Ágape Especial, desenvolvido pela Igreja Batista Monte Sião para crianças de seis a nove anos, tem 90 vagas disponíveis para completar as 200 oferecidas. O grupo de crianças será fechado até junho. O Ágape Especial começou a funcionar há duas semanas, nas dependências da igreja - uma área de 6 mil metros quadrados, no início da avenida Saul Elkind (zona norte).
O trabalho consiste no apoio pedagógico, complementação alimentar, acompanhamento médico e odontológico. As crianças têm ainda iniciação à música, aulas de esportes, educação cristã e participam de palestras educativas. As palestras são feitas com a presença dos pais, para que haja integração com a família. As crianças também são iniciadas profissionalmente com aulas de datilografia e noções de informática.
O pastor Eliseu Santana da Silva afirma que a idade para entrada no projeto é limitada porque o trabalho é preventivo. ‘‘Nessa idade as crianças ainda não estão nas ruas. As condições de dentição, por exemplo, ainda são boas’’, comenta. Mas, segundo ele, a criança continua sendo acompanhada até os 18 anos, com complemento educacional, sendo também incluídos nos cursos profissionalizantes oferecidos pelo Centro Educacional e Profissionalizante Professor Ágape Smith (Cepas). Os cursos do Cepas são abertos à comunidade e por isso têm uma taxa mensal de manutenção. No caso da informática, a mensalidade é de R$ 25,00.
Para ser aceita no projeto Ágape Especial, a criança precisa preencher alguns requisitos. O programa beneficia crianças de família cuja renda per capita seja inferior a um salário mínimo (R$ 120,00); o menor precisa estar frequentando escola e ainda morar perto da igreja para facilitar o transporte. O endereço é exigido, segundo o pastor, para evitar que as dificuldades de transporte acabem afastando a criança do projeto.
O desligamento de crianças do projeto e a repetência escolar das participantes poderia fazer com que a igreja perca o convênio com a Compassion International, entidade canadense que desenvolve trabalhos socias com crianças em 141 países. A Compassion International acompanha os resultados do trabalho e repassa US$ 10 por criança por mês. O custo mensal de cada aluno, segundo o pastor, é de US$ 30. O complemento vem sendo feito pela própria igreja, que está tentando convênios com a Prefeitura e a iniciativa privada.
No Brasil, 110 entidades estão conveniadas com a Compassion Internacional. A primeira entidade brasileira a entrar no convênio é de Recife. Lá, o programa já funciona há dez anos e hoje tem 800 alunos - meta que a igreja de Londrina pretende alcançar até o ano 2000. Na última seleção da Compassion International no Brasil também foi escolhida uma entidade de Curitiba, além da igreja de Londrina. Segundo o pastor, 200 entidades participaram da seleção.

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