O projétil que matou a advogada Alexandra Disseró, em assalto no Bar da Mocidade, área central de Londrina, há exatamente uma semana, partiu do revólver calibre 38, da marca Taurus, utilizada pelo assaltante Ricardo Wagner Bernardino, 25 anos, preso quarta-feira pela Polícia Civil. Esta é a conclusão do exame realizado pelo Instituto de Criminalística de Londrina.
O perito Daniel Felipeto explicou que a conclusão foi possível através da análise das ‘‘estrias’’ ou ‘‘ranhuras’’ provocadas pelo atrito do projétil junto à parte interna do cano do revólver. Para isso, a arma foi disparada várias vezes contra uma caixa de algodão (para não destruir o projétil). Depois, comparou-se em microscópio as ranhuras encontradas nos projéteis testados no Instituto de Criminalística e o projétil que matou a advogada.
Além do revólver de Ricardo Bernardino, os peritos examinaram também as outras duas armas usadas durante o tiroteio no bar: um revólver calibre 38, da marca Rossi, utilizado pelo policial civil Moisés Barbosa dos Santos; e também a pistola 9 mm, da marca Luger (americana), do assaltante Márcio Geraldo, 29 anos. O projétil que matou a advogada, segundo o instituto, não poderia ter partido destas armas.
O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Valdir Abrahão da Silva, responsável pelo inquérito, informou ontem que, apesar do exame de balística ser conclusivo, irá realizar na sexta-feira, a partir das 9 horas, a reconstituição do crime. ‘‘Não queremos que paire dúvidas sobre o caso.’’
A reconstituição será feita também pelo Instituto de Criminalística e contará com a presença dos dois acusados, do policial Moisés Barbosa e de pelo menos cinco testemunhas do crime. Através da reconstituição, aponta o delegado, será possível saber exatamente qual era a posição dos assaltantes, do policial militar e também da vítima durante o assalto.
Abrahão acrescentou que, ontem, outras duas testemunhas reconheceram Márcio Geraldo. Ele teria participado de dois outros dois assaltos, um deles ao Bar do Souza, na Rua Mato Grosso (área central), ocorrido em 24 de outubro do ano passado. O delegado esclareceu ainda que o comparsa de Geraldo no assalto ao Clube da Esquina e Auto-Posto Ferrari, em janeiro, é Ivenildo Lopes de Carvalho, conhecido como ‘‘Neninho’’, e não ‘‘Maninho’’, como saiu na edição de ontem da Folha. Ivenildo está preso em Apucarana junto com o irmão, Ivanildo Lopes de Carvalho.

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