Giovani Ferreira
De Curitiba
Um projeto aprovado anteontem na Assembléia Legislativa proíbe a realização dos tradicionais trotes nas universidades estaduais. De autoria do deputado Moisés Leônidas (PDT), a lei pretende coibir os abusos praticados em alguns estabelecimentos, em que alunos cometem excessos nas comemorações de recepção dos calouros. O Paraná segue determinação aprovada recentemente em São Paulo, onde um projeto da mesma natureza também impede a organização dos trotes nas instituições públicas estaduais.
O deputado explicou que a proibição não pretende acabar com as festas da conquista de uma vaga na universidade, mas sim disciplinar as ações promovidas dentro das instituições para a recepção dos novos alunos. Em muitas universidades, como na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), os trotes já são proibidos através de resoluções internas. Na maioria das vezes as universidades determinavam a suspensão dessas ações somente depois que uma ocorrência grave era registrada.
A discussão sobre as consequências dos trotes acentuou-se no início deste ano, com a morte de um estudante de medicida durante a recepção dos calouros na Universidade de São Paulo (USP). No Paraná a nova determinação começa a valer a partir do próximo ano letivo, quando milhares de estudantes estarão entrando nas universidades e faculdades estaduais.
A lei aprovada pelos deputados serve para todas as institutições públicas de ensino mantidas pelo Estado, indepedente de serem ou não de graduação. Os colégios de ensino profissionalizante, como as escolas agrícolas, por exemplo, também estão sujeitos às novas regras, que devem ser fiscalizadas por mecanismos internos de cada instituição.
As principais ocorrências com trotes, que muitas vezes vão parar na polícia, acontecem nas maiores universidades como a de Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel.

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