Nas outras quatro universidades estaduais do Paraná, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas também são proibidos dentro dos campi. José Márcio Peluso, prefeito do campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), explica que não existe item específico sobre o assunto no estatuto da instituição, mas cita que a reitoria obedece à lei federal que proíbe bebida em estabelecimentos de ensino.
''Qualquer problema gerado pelo consumo de álcool se tornaria responsabilidade nossa, por isso proibimos'', justifica. Ele afirma que os estudantes assimilaram a norma, vigente há anos. ''Recentemente, num congresso, dois estudantes de Goiânia tentaram trazer bebida para dentro do alojamento'', contou.
Na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), uma resolução do Conselho Administrativo veda a comercialização de álcool no campus; na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o Conselho Universitário aprovou matéria sobre o mesmo assunto. ''Nas lanchonetes terceirizadas, é proibida a venda de cigarros e álcool, que também não é permitido nas festas'', garantiu Jairo Amin, prefeito em exercício do campus.
Terezinha Rocha, secretária administrativa da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), disse que o próprio Diretório Central de Estudantes (DCE) da instituição se manifestou contrário à comercialização de bebidas alcoólicas praticada por um restaurante terceirizado no campus, há cinco anos. ''Não é a bebida que vai garantir a integração dos alunos'', apontou.
Os membros dos DCEs das quatro universidades têm opiniões semelhantes sobre o assunto e lembram que, ao contrário do que acontece com a UEL, suas universidades são cercadas por bares, o que até diminuiria o interesse dos alunos em reivindicar a liberação da venda de álcool nos campi. ''Somos contrários à venda diária, como num bar, mas, se houver responsabilidade, não temos nada contra a comercialização em eventos. Mas cada campus é um caso'', opinou Roberta Cantarella, uma das coordenadoras do DCE da Unioeste. ''Aqui, é muito fácil adquirir bebida próximo à universidade'', disse Fernanda Bonzanini, do DCE da UEM.
Nestas universidades, excetuando a Unioeste, existem programas de assistência a alcoólatras, abertos também à comunidade externa. Entretanto, não há dados que apontam se há um crescimento preocupante do alcoolismo entre alunos. ''São casos esporádicos. Empiricamente, não dá para dizer que há um aumento'', defendeu Waldemar Feller, diretor do campus central da Unicentro.

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