A proibição do cigarro em ambientes fechados começa a apresentar os primeiros resultados positivos. Só em Londrina, de acordo com estatística do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), houve um aumento de 60% no número de interessados em tratar a dependência da nicotina. Na instituição funciona um centro de referência de abordagem e tratamento do tabagismo.
O serviço conta com uma equipe multidisplinar, formada por nove profissionais, quatro residentes e internos que auxiliam no tratamento. Sob coordenação da enfermeira Márcia Regina Pizza da Costa e da médica Sandra Odebrecht Vargas Nunes, o centro realiza uma abordagem cognitiva comportamental, ou seja, por intermédio de terapias de grupo. Márcia explica que, além da terapia de grupo, em caso de necessidade as pessoas podem receber atendimentos individuais associados com o tratamento por medicamentos.
Segundo a enfermeira, o atendimento começou com o programa nacional de controle ao tabagismo, criado pelo Ministério da Saúde e recomendado pelo Instituto do Câncer. ''A taxa de sucesso é de 46,5%'', afirma Márcia, média considerada boa em relação a outros tratamentos.
Ela diz que o paciente é acompanhado ao longo do tratamento por pneumologistas, assistentes sociais, enfermeiras e toda uma equipe médica. Atualmente, o centro atende 72 pacientes e possui uma lista de espera de 50 pessoas. ''A proibição do cigarro em ambientes fechados tem feito as pessoas se sensibilizarem em relação ao problema e elas têm procurado mais o HC'', observa Márcia.
De acordo com a enfermeira, outros pacientes procuram o centro de combate ao tabagismo influenciados pela família. ''Uma mulher disse que procurou o centro depois que o seu neto começou a pegar os cigarros para imitá-la'', exemplifica. ''Há casos também do paciente estar realizando tratamento contra o câncer e precisa deixar o cigarro para que o mesmo tenha êxito'', acrescenta.
Preparo
Especialistas reforçam que, antes de começar qualquer tipo de tratamento, é importante que o paciente esteja disposto a largar o cigarro. A partir daí, a pessoa pode ter acompanhamento de psicólogos e tentar, com isso, entender o motivo do vício, o que é a dependência, quais são os sintomas da abstinência, como lidar com eles, como se preparar para deixar de fumar e como evitar os 'gatilhos' que estimulam a vontade.
Uma outra alternativa para se alcançar sucesso no tratamento é a indicação, pelo médico, de remédios que auxiliam na redução da vontade de fumar. O principal segredo, entretanto, é assumir que o tabagismo faz mal e abre as portas para mais de 50 doenças, muitas delas graves e fatais, como câncer e o enfisema pulmonar. (Com Agência Graffo)
Serviço - Mais informações sobre o Centro de Referência contra o tabagismo no HC pelo fone (43) 3371-5808 ou 3371-5713

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