A restrição à pesca embarcada nos rios Paraná e Iguaçu se encerra hoje registrando mais multas e prisões que no ano passado. O motivo apresentado pela Polícia Militar Florestal seria a prorrogação do período da piracema na região. O prazo final para a proteção aos peixes que sobem as corredeiras em busca de águas calmas para se reproduzir foi estendido do dia primeiro de fevereiro até a meia-noite de hoje.
Num balanço preliminar divulgado ontem pelo comandante do Batalhão da Polícia Militar Florestal, tenente Renato Marchetti, os dados mostravam duas prisões a mais que no ano anterior. O valor total das multas aplicadas pelo Ibama também aumentou de R$ 12,9 mil para R$ 16,5 mil. O número de barcos apreendidos também subiu consideravelmente . A maior autuação foi registrada dia 9 do mês passado, quando oito pescadores profissionais foram presos usando equipamento ilegal no Lago de Itaipu, próximo a Guaíra. Eles foram presos em flagrante com 77 quilos de peixes de diversas espécies.
No ano passado, o Ibama também determinou a prorrogação do prazo para até o dia 29 de fevereiro. ‘‘Ainda não fechamos todos os dados, mas já comprovamos um aumento significativo dos números no balanço geral’’, comentou Marchetti, lembrando que pescar durante a piracema é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. O infrator pode pegar detenção de um a três anos, além de pagar multa individual (valor mínimo é de R$ 700,00) e mais R$ 10,00 para cada quilo de peixe encontrado.

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