Programas tratam drogas em geral
Edson Sacundo, presidente do Núcleo de Redução de Danos de Londrina, explica que por causa da idade e também do organismo dificilmente o vício se apresenta ainda quando adolescente e provavelmente irá se manifestar mais tarde, já quando adulto. Isso justifica a falta de programas específicos para o tratamento de menores dependentes em álcool em Londrina.
''Claro que existem aqueles adolescentes que bebem e também que excedem no uso, mas quando algum deles precisa de tratamento, geralmente é devido ao uso de alguma outra substância. Por isso os programas são voltados para um atendimento global.''
O Núcleo trabalha com os adolescentes somente de forma preventiva. De acordo com Sacundo, são realizadas palestras e oficinas para evitar o primeiro gole. ''Trabalhamos a saúde de forma geral e dentro disso falamos do álcool'', explica.
De acordo com a enfermeira Fábia Helena de Almeida, gerente interina do setor de Saúde Mental em Londrina, o tratamento realizado no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) é para drogas em geral e é desenvolvido por equipe multidisciplinar. A prefeitura também mantém convênio com algumas instituições para tratamento e com comunidades terapêuticas para internação. Fábia ressalta que existe o abuso do álcool por adolescentes, mas o maior problema é envolvendo outras drogas. (E.G. e M.O.)





