O governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba estão preocupados em manter os alunos na escola e evitar a repetência. ‘‘Por muito tempo, falou-se em acesso ao ensino, mas não em regresso, permanência e sucesso na escola’’, disse a superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Zélia Marochi. Segundo ela, hoje existem alunos que levam 11 anos para concluir o ensino fundamental - certamente um motivo para o desestímulo.
Para diminuir a evasão, o governo criou o programa Da Rua para a Escola. Hoje, uma média de 60 famílias participam em cada município do Paraná. Apenas oito municípios não têm o programa. O Da Rua para a Escola trabalha com as questões do fracasso escolar, capacita os pais para tirar as crianças do trabalho, dá uma cesta básica por mês para as famílias e as acompanha com frequência.
O Projeto de Correção de Fluxo evita a reprovação e, ao mesmo tempo, a evasão. No ano passado, 109.986 alunos foram matriculados no programa. Deste total, 84,3 mil foram aprovados. Adiantaram três anos ou, no mínimo, um ano de estudo. Houve 18,3 mil desistências e 1,4 mil reprovações. As principais causas de desistência foram gravidez, mudança de domicílio, problemas de saúde e baixa frequência. Este ano, 95 mil alunos estão participando do programa.
A Secretaria Municipal da Educação também tem um projeto de aceleração da aprendizagem. Segundo a diretora do Departamento de Educação, Berenice Neves, 16% dos alunos da rede estão fora da idade-série. Estão defasados em média dois anos. O principal problema está entre as 2ª e 3ª séries. O projeto começou a ser testado este ano. Oito escolas participaram da experiência.
Outro programa importante da secretaria é o Fazendo Escola, que investe na capacitação do professor. Com uma bolsa mensal de R$ 120,00, pretende-se incentivar o quadro docente a encontrar novas alternativas de ensino. Hoje, há 1.023 bolsistas e 395 projetos.

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